A formação de um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai mantém as autoridades em alerta no Sul do Brasil. De acordo com a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, o sistema poderá se intensificar rapidamente e, caso apresente uma queda acentuada da pressão atmosférica em poucas horas, poderá ser classificado como um ciclone-bomba.
A previsão indica que a influência do fenômeno será sentida em praticamente todo o território catarinense entre quinta-feira (6) e sexta-feira (7), com possibilidade de temporais, chuva intensa, descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento entre 50 e 70 km/h, podendo superar esses valores de forma isolada.
Além de Santa Catarina, o Rio Grande do Sul também permanece sob monitoramento da Defesa Civil estadual devido ao avanço da frente fria associada ao ciclone, que deve provocar chuva intensa, vendavais e risco elevado para ocorrências relacionadas ao tempo severo.
Frente fria avança sobre Santa Catarina
Segundo o boletim meteorológico nº 218/2026 da Defesa Civil catarinense, na parte da tarde, as condições para temporais tornam-se mais intensas em diversas regiões do estado. Durante a madrugada e a manhã de sexta-feira, a frente fria avança sobre todas as regiões catarinenses, mantendo elevado o potencial para chuva forte e ventos intensos.
Após a passagem do sistema, o ciclone se desloca para o oceano, permitindo uma melhora gradual das condições do tempo.
Defesa Civil aponta risco moderado a alto
A Defesa Civil de Santa Catarina classifica como moderado a alto o risco para ocorrências como:
- Destelhamentos;
- Queda de galhos e árvores;
- Danos na rede elétrica;
- Alagamentos pontuais;
- Interrupções no fornecimento de energia;
- Agitação marítima, principalmente no litoral.
Mesmo após a passagem da frente fria, o sábado (8) ainda deverá registrar instabilidade, com possibilidade de temporais isolados, chuva intensa e mar agitado.
Já no domingo (9), a chuva tende a se concentrar entre os Planaltos, o Litoral e áreas próximas ao Paraná. Na segunda-feira (10), a instabilidade diminui, mas uma massa de ar mais frio provoca queda significativa nas temperaturas em relação às últimas semanas.
O que é um ciclone-bomba?
Os ciclones extratropicais são fenômenos comuns no Sul do Brasil e se formam sobre o oceano devido ao encontro entre massas de ar quente e frio.
O sistema passa a ser chamado de ciclone-bomba quando ocorre uma rápida intensificação, caracterizada por uma queda expressiva da pressão atmosférica em aproximadamente 24 horas.
Segundo a Defesa Civil catarinense, a intensidade dos impactos depende principalmente da posição do ciclone. Quando o sistema se desenvolve próximo à costa, aumentam significativamente os riscos de ventos fortes, ressaca e mar agitado.
Orientações à população
A Defesa Civil orienta que moradores acompanhem os avisos meteorológicos e evitem situações de risco durante a passagem do sistema.
Entre as principais recomendações estão:
- Permanecer em locais fechados durante temporais;
- Evitar abrigo sob árvores, placas, postes ou estruturas metálicas;
- Não atravessar ruas alagadas ou pontes submersas;
- Em caso de raios, desligar aparelhos conectados à rede elétrica;
- Evitar atividades de pesca, navegação, esportes náuticos e banho de mar durante períodos de ressaca;
- Em áreas de encosta, observar sinais como rachaduras no solo, árvores inclinadas e movimentação de terra.
A Defesa Civil reforça que a população pode receber alertas gratuitos por SMS, enviando o número do CEP para o telefone 40199.
Em situações de emergência, os contatos são:
- Defesa Civil: 199
- Corpo de Bombeiros Militar: 193
As autoridades seguem monitorando a evolução do sistema meteorológico e poderão emitir novos avisos conforme houver atualização das condições atmosféricas.








