São José e Palhoça (SC) – 22 de agosto de 2024 – Uma operação de fiscalização realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou, na noite desta quinta-feira (21), cinco motocicletas com dispositivos articulados para ocultar a placa de identificação na BR-101, nos municípios de São José e Palhoça, na Grande Florianópolis.
Os veículos abordados são modelos esportivos de alta cilindrada e apresentavam um sistema irregular que permitia o levantamento da placa para a posição horizontal. O objetivo do mecanismo era dificultar ou impedir a leitura dos caracteres, especialmente por radares e câmeras de fiscalização, o que configura infração grave de trânsito.
Durante a operação, que teve foco especial em veículos de duas rodas, os policiais também identificaram diversas outras irregularidades em motos fiscalizadas. Entre os problemas mais comuns estavam:
- Placas fixadas de forma irregular, dobradas para cima;
- Ausência de silenciador no escapamento, para amplificar o ruído do motor;
- Pneus carecas;
- Documentação vencida (licenciamento anual).
Diante das infrações, diversas motocicletas foram recolhidas ao pátio, onde permanecerão até que as irregularidades sejam corrigidas.
Riscos à segurança pública e ao trânsito
A prática de adulterar ou ocultar a placa de identificação de veículos é considerada uma infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passível de multa, perda de pontos na CNH e apreensão do veículo. Além disso, essas irregularidades costumam estar associadas a condutas perigosas no trânsito, como excesso de velocidade, fuga de blitz e direção imprudente.
As motos esportivas, em especial, muitas vezes são utilizadas em rachas clandestinas ou manobras arriscadas em vias públicas, colocando em risco não apenas o condutor, mas também outros motoristas, ciclistas e pedestres.
Motociclistas: exposição e vulnerabilidade
Apesar da praticidade, economia e agilidade, a motocicleta é um dos meios de transporte que mais expõe o condutor a riscos. Segundo dados da PRF, 45% dos acidentes graves no Brasil envolvem, ao menos, um motociclista. Esse índice é ainda maior nas regiões metropolitanas, onde o uso de motos é mais intenso, tanto para mobilidade individual quanto para entregas.
A ausência de proteção da estrutura do veículo torna o corpo do motociclista o primeiro a absorver o impacto em casos de colisões ou quedas, o que frequentemente resulta em lesões graves ou fatais.
Atenção redobrada e respeito à lei são fundamentais
A Polícia Rodoviária Federal reforça a importância da fiscalização constante e do cumprimento das leis de trânsito, especialmente entre motociclistas. A adoção de condutas seguras, o uso de equipamentos obrigatórios (como capacete com viseira ou óculos de proteção), a manutenção adequada da motocicleta e o respeito aos limites de velocidade são medidas essenciais para salvar vidas.
As operações de fiscalização continuam em todo o estado, com foco em coibir práticas ilegais, prevenir acidentes e promover um trânsito mais seguro para todos.








