Nesta quinta-feira, 23 de janeiro de 2025, a Polícia Civil de Navegantes, Santa Catarina, prendeu um traficante foragido de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, durante operação de cumprimento de mandado de prisão. L.P.S.S., conhecido como LP ou Soneca, foi capturado na Rodovia BR-470, após uma investigação que levou à sua localização.
L.P., segundo o delegado Osnei Valdir, é apontado como integrante de uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas em grande escala, com atuação que abrange diversos estados do Brasil.
Ele era responsável pelo transporte de grandes quantidades de drogas, incluindo cocaína, crack e maconha. Durante as investigações, a polícia apreendeu mais de duas toneladas de cocaína e identificou diversas execuções relacionadas ao tráfico realizadas pela organização criminosa.
O mandado de prisão foi cumprido após informações fornecidas pela Polícia Civil de Campo Grande, que colaborou com a investigação. Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado para o sistema prisional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça.
A operação é um reflexo do empenho da Polícia Civil de Navegantes em combater o tráfico de drogas e as organizações criminosas, que têm causado impactos significativos na segurança pública. A equipe de investigação local segue atenta a novas denúncias e alerta a população para a importância da colaboração com as autoridades.
A Polícia Civil de Navegantes disponibiliza os números de telefone (47) 3398-6400 e o Disque Denúncia 181, para que cidadãos possam fazer denúncias de forma anônima e contribuir para o combate ao crime organizado.

Saiba como era a atuação na quadrilha
O envolvimento de L.P. em uma rede de tráfico de drogas, cujas operações incluem crimes violentos como execuções e coação, é parte de uma investigação maior, que levou à segunda fase da Operação Snow, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Na denúncia apresentada pela força-tarefa, a quadrilha, que tinha Campo Grande como base, movimentava grandes quantidades de drogas, principalmente para o estado de São Paulo, usando métodos como compartimentos ocultos em caminhões frigoríficos, dificultando a fiscalização. A organização também utilizava veículos inusitados, como carros fúnebres, para transportar a droga.
Entre as vítimas do grupo estão Rodrigo Dornelles da Silva, funcionário de uma funerária em Ponta Porã, que foi executado em março de 2023. O crime aconteceu depois de Rodrigo ser acusado de traição e envolvimento em desvios de droga da organização. Outros três homicídios, de pessoas que se tornaram desafetos do grupo, também foram atribuídos à quadrilha.

A quadrilha era composta por diversos membros, incluindo advogados e até policiais, que colaboravam para manter o esquema de tráfico em funcionamento, usando até viaturas policiais para transporte de droga. Entre os denunciados estão 21 pessoas, entre elas, J.R., líder do grupo, que foi detido na primeira fase da operação em março de 2024.
Além do tráfico de drogas, os acusados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. A investigação segue em andamento, com novas prisões previstas, e a polícia pede a colaboração da população para desmantelar o grupo e garantir a segurança da comunidade.
A denúncia é um reflexo da intensa cooperação entre as forças de segurança e da persistente atuação do Gaeco contra o crime organizado, que segue sendo um desafio no combate ao tráfico de drogas e às execuções no Brasil.