Tortura psicológica, ameaça, estupro e por fim uma gravidez que depois de dois anos de seguidos estupros seria até inevitável. Essa foi a rotina de dias e noites de muito medo enfrentados por uma menina de apenas 13 anos de idade à época do início dos crimes. Durante dois anos a jovem foi violentada pelo próprio padrasto.
Os crimes ocorreram na cidade de Campo Alegre, em Santa Catarina, e eram cometidos por um homem, hoje com 50 anos de idade. Após denúncias ele acabou fugindo para o estado do Paraná, e acabou preso nessa sexta-feira, 29, em um esconderijo localizado na cidade de Campo Largo.
Segundo as equipes da Polícia Civil, da delegacia de São Bento do Sul e de Campo Alegre, o caso foi mantido em segredo em virtude das ameaças que o agressor fazia contra a vítima, contra a mãe dela e os irmãos.
No final do ano de 2022, a vítima engravidou do padrasto, mas, se viu obrigada mentir sobre a suposta paternidade, em virtude do medo de que as ameaças se concretizassem. Após o nascimento da criança, o agressor tentou novamente manter relação sexual forçada com a vítima, quando ela resistiu e revelou a situação aos familiares.
Após a descoberta dos fatos, no final do mês de julho, o autor dos crimes empreendeu fuga da cidade e não foi mais localizado.
A Polícia Civil instaurou inquérito policial para investigar o caso e representou ao Poder Judiciário pela decretação da prisão preventiva do agressor, o que foi brevemente deferido. Diversas diligências foram realizadas para tentar localizar o homem, nas cidades de São Bento do Sul e Campo Alegre, mas sem sucesso na tarefa.
Diante da dificuldade de identificação do esconderijo, a Polícia Civil lançou mão de meios especiais de investigação e identificou o provável paradeiro do investigado em uma chácara no interior da cidade de Campo Largo, no estado do Paraná.

Na madrugada de hoje foi organizada uma operação policial, que foi bem sucedida e logrou êxito em dar cumprimento ao mandado de prisão. No local, os policiais também apreenderam objetos que irão contribuir para a produção de provas, como pertences pessoais que contém material genético para realização de exame de DNA.
O investigado está sendo encaminhado para realização de interrogatório e deverá ser submetido ainda hoje à audiência de custódia.








