O psiquiatra Thiago Guedes abordou os perigos do esgotamento mental, que pode levar à síndrome de burnout. Dentre os principais sintomas, a pessoa afetada pode apresentar tristeza, mau humor, irritabilidade, diminuição da produtividade, falta ou redução do apetite sexual, além de quadros mais complexos que contribuem para o desenvolvimento de outras doenças.
“A pessoa sente um desespero tão intenso que tem vontade de largar tudo e parar de trabalhar. É uma sensação de esgotamento constante, mesmo após descanso, como nos fins de semana. A pessoa começa a sentir tristeza e vai perdendo o prazer em atividades que antes lhe faziam bem. Existem diversos tratamentos para isso, entre eles, a mudança na rotina de trabalho, medicação e outros elementos que ajudam a reduzir os sintomas”, ressaltou o médico.
A síndrome de burnout é um distúrbio psicológico caracterizado por um estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho exaustivas.
De acordo com o médico, profissões como professores, bancários, policiais, jornalistas, profissionais da saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam a dupla jornada estão mais propensos a desenvolver o transtorno.
O transtorno está registrado no Grupo 24 da CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) como um dos fatores que influenciam a saúde ou o contato com serviços de saúde, relacionados ao emprego e desemprego.
O médico também alertou para o risco da venda de férias. “Quem opta por vender as férias ao invés de aproveitá-las pode acabar pagando por consultas com psicólogos e psiquiatras. Portanto, é importante aproveitar as férias”, afirmou o profissional.
O psicólogo ressaltou que o tratamento é garantido tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como pelos planos de saúde e profissionais particulares, e quanto mais cedo os sintomas forem detectados e tratados, maiores são as chances de amenizar o adoecimento.
Ele também lembrou que os atendimentos são realizados em postos de saúde, unidades de assistência familiar e no Centro de Valorização da Vida (CVV). O CVV oferece atendimento gratuito e anônimo 24 horas por dia pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br.
Além disso, é possível buscar ajuda em qualquer Unidade de Saúde espalhada pela cidade.
A entrevista foi concedida ao programa Arapuan Verdade da cidade de João Pessoa, na Paraíba, no dia 14 de setembro, como parte da série de entrevistas dedicadas à saúde mental durante o ‘Setembro Amarelo’.
Fonte: ClickPb








