Um cenário perfeito para um crime bárbaro: casa utilizada por usuários de drogas, um homem violento com histórico de agressões e uma mulher fisicamente mais frágil que o marido. E foi assim, nesse ambiente inóspito que uma mulher de 40 anos acabou assassinada pelo marido. Ele bateu nela com golpes de madeira até a morte.
Segundo vizinhos, de madrugada podiam se ouvir gritos e pedidos de ajuda, mas ainda assim ninguém fez nada e as agressões continuaram, até a vítima perder o controle do próprio corpo e defecar na própria roupa.
A mulher apanhou tanto, a ponto de ter o rosto desfigurado e afundamento craniano. Quando ela já estava desfalecida, o homem de 49 anos com várias passagens na polícia por crime violência doméstica, nos anos de 2013, 2014 e 2015, resolveu limpá-la, a colocou sobre a cama, se arrependeu e pediu ajuda.
Ainda segundo esse vizinho, era por volta das 5h30 da madrugada deste sábado, quando ele presenciou a mulher gravemente agredida e resolveu pedir ajuda. Ligou para o socorro e para a Polícia Militar.
Cerca de meia hora depois quando os Bombeiros Militares de Itajaí chegaram ao local, no bairro Cidade Nova, já não tinha mais o que se fazer, a vítima estava em parada cardiorrespiratória.
A mulher estava encima de um colchão no interior da residência e como a casa não possui energia elétrica, o atendimento ficou prejudicado. Foram feitas todas as manobras de reanimação, mas sem sucesso, a mulher já apresentava rigidez intensa da mandíbula e rigidez leve dos membros, além de baixa temperatura corporal. Foram realizados aproximadamente 20 minutos de procedimento, quando então foi constatado o óbito.
O agressor, que se identificou com amigo da vítima, permaneceu o tempo todo ao lado, demonstrando frieza ou arrependimento, não se sabe, porém, ele relatou que ela teria chegado em casa agredida da rua, próximo às 4 horas, sofrido convulsão e defecado na roupa. Em seguida ele despistou as equipes de socorro e fugiu.
Quando os policiais militares chegaram, deram início as buscas pelo suspeito. Ele foi encontrado escondido junto a uma pilha de tábuas de madeira, nos fundos de uma residência próxima.
Na Central de Polícia em Itajaí ele confessou e disse ter usado um pedaço de madeira para cometer o crime. Equipes da Polícia Científica e do Instituto Geral de Perícia foram ao local e posteriormente o corpo foi removido.








