Você que tem acompanhado semanalmente os nossos artigos sobre o Airsoft no Brasil, já leu sobre os melhores equipamentos, as melhores armas, sobre as diferenças dos campos e até como saber escolher a melhor munição. E já que estamos falando do melhor, hoje é o dia de conhecer um dos ícones do Airtsoft no Nordeste com representatividade em todo o Brasil.
No nosso encontro de hoje vamos conversar com o Paulo Roberto Batista, ou ‘Paulo da Paraíba’ e saber como ele faz para ser operador e organizador de operações e de que maneira agora ele também ganha a vida com o Airsoft.
Agora no mês de julho, aos 36 anos, o Paulo completa quatro anos jogando Airsoft e desde que entrou no mundo do esporte que a cada dia vem conquistando mais pessoas no mundo inteiro, ele decidiu se aliar a tecnologia e a maneira mais rápida de na atualidade, conectar pessoas: “a internet”.
Ele criou as páginas, ‘Airsoft na Paraíba’, ‘Airsoft no Nordeste’, e ‘Airsoft no Brasil’. Paulo também é o 01 (zero um) da equipe ‘O Clã PB’ e ainda faz parte do ‘3k Airsoft’, do projeto da ‘Operação Cariri’, do ‘Fire Kings’, e do ‘Speed da Região’.
Então partimos para um bate papo descontraído com esse operador que tem muitas histórias pra contar.
- Paulo explica pra aqueles que não conhecem a linguagem do Airsoft, o que significa ser o 01?
Paulo: “Quando falamos do 01 [zero um], estamos nomeando o fundador de determinada equipe ou o próprio capitão”.
- Como você, empresário do ramo de vestuário masculino, enveredou no mundo do Airsoft?
Paulo – “Desde criança, acho que como maioria dos meninos da nossa época, sempre fui apaixonado pelos jogos de vídeo game envolvendo guerra. O tempo passou, voltei para a realidade do homem trabalhador, pai de família, e um certo dia meu amigo/irmão, Walmir Lima, me apresentou ao Airsoft. Não deu outra, me apaixonei”.
- Qual sua modalidade preferida quando o assunto é jogo?
Paulo – “Jogo qualquer modalidade, seja ela a ‘Forfun’ [estilo de jogo mais descontraído] ou a ‘Milssim’ [mais voltado às regras militares], mas prefiro umas que implantamos aqui no nordeste, começando com o ‘compêndio de regras’ do 3k, que é o caderno de regras que cada modalidade tem, e agora a mais recente ‘Organizações Parceiras’ com companheiros da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte”.
- Você joga em qual categoria?
Paulo – “Assault e Sniper, depende muito do campo, e da necessidade da equipe e exército”.
- Quantos jogos já participou nesses 4 anos de carreira?
Paulo – “Não tenho certeza do total exato, mas, juntando com jogos e peladinhas de fim de semana, muito provavelmente passe das 150 partidas e pelo menos umas 50 operações pois a ‘Operação’ é um jogo mais organizado, que normalmente acontece aos domingos”.
- Paulo, você também decidiu investir no Airsoft como forma de ganhar a vida. Como foi isso?
Paulo – “Tudo começou quando decidi montar um campo, um desejo antigo. A ideia foi organizar algo que agradasse tanto aos que estão iniciando como os veteranos. A oportunidade apareceu e há 10 meses temos o Arena Mania com uma área de 40.000m2, no Distrito Industrial de João Pessoa, onde suportam até 70 operadores simultaneamente”.

- Com o sonho realizado veio junto a vontade de organizador operações. Financeiramente, a ideia também é rentável?
Paulo – “Sim, com dedicação tudo dará certo. Atualmente 30% da minha renda mensal vem do Airsoft. E a ideia de organizar jogos veio quando estávamos planejando games beneficentes e percebemos que poderíamos fazer algo maior pelo Airsoft Paraibano. Me juntei com dois amigos, o ‘Drad’ e o ‘Pistoleiro’ e por meio do nosso conhecimento decidimos levar a nossa história Brasil a fora, pra que pessoas de outras regiões viessem conhecer a Paraíba, os encantos que ela oferece e sem dúvida, os campos maravilhosos que temos por aqui, inclusive o Arena Mania (risos). Com o passar do tempo o Pistoleiro saiu e o Drad continuou na jornada. Hoje temos operações de grande porte e dentre elas três já estão consolidadas: a LockDown 1 e 2, a Turmalina 1 e 2 e a Babilônia 1 e 2, todas com grandes números de operadores de diversos estados brasileiros”.
- No início você citou outras operações. Conta mais.
Paulo – “Faço parte da ‘Operação Cariri 1 e 2’, onde conto com apoio de mais um organizador de operações o ‘Edu Airsoft Player’. O campo está localizado na região do Cariri, na Paraíba. E por último estou à frente do Herd Effect, o nosso famoso 5×5. O Cinco por cinco é uma nova modalidade de jogo dinâmico. De casa lado ficam 5 operadores. As armas ficam no final do campo de cada equipe e a partida começa no centro desse campo. Ao sonar o apito os operadores correm, pegam suas armas e dão início à batalha. O objetivo do jogo é pegar uma bandeira que fica no meio desde campo, e uma das formas é ir eliminando os adversários até que uma das equipes consiga pegar a bandeira”.
- A LockDown, quase chegando na terceira edição, já se tornou uma Operação Nacional. Pretende seguir com ela?
Paulo – “Essa é uma das operações que nos trazem muita satisfação. Na 1° edição tivemos 219 inscritos, na 2°, quase o dobro, com 349 inscritos e estamos trabalhando para a 3° com a certeza de que será mais um sucesso. E não tem como não continuar, ela já faz parte do calendário nacional e estamos trabalhando para que a LockDown 3 seja incrível e inesquecível”.
- Quais seus novos projetos para esse segundo semestre e para o ano que vem?
Paulo – “Esse fim de ano quero descansar. Não teremos novos jogos, mas já estou trabalhando na LockDown 3 que acontecerá em 09 e 10 de março de 2024. Projetos sempre temos, mas por hora vamos deixar ‘em off’, como vocês falam (risos)”.
- Parar finalizar, deixe um conselho para novos jogadores e uma mensagem para a nação Airsoft no Brasil.
Paulo – “Aos iniciantes, não desistam dentro dos três primeiros meses de experiência, acho que é um tempo legal para você decidir se realmente gosta ou não. Não comecem investindo nos melhores equipamentos nem nas melhores armas. Experimentem, para depois não se arrependerem com gastos desnecessários. Nós do Airsoft queremos abrir portas, criar pontes e derrubar muros para o esporte na nossa região. A Paraíba e o Nordeste num todo também têm surpreendido nesse sentido, a cada dia, temos novos adeptos e a região tem se tornado um potencial gigante no quesito receber operadores de outras regiões, então não deixe de conhecer o esporte tanto na Paraíba como em todo o Brasil”.
E aí, gostou de conhecer um pouquinho da história do Paulo da Paraíba? E se você se surpreende a cada encontro, na próxima semana vou mostrar que Airsoft não é só ‘coisa de homem’ e que a presença feminina tem se tornado cada dia mais forte.
As mulheres estão em todos os lugares e em todas as categorias, inclusive na ponta organizando eventos. Então até lá.
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