Após 3 anos de fortes impactos principalmente no Agronegócio, ‘El Niño’, na tradução livre ‘O bebê’ ou ‘O menino’, está de volta e pode trazer junto com ele muitos estragos mundo afora. Entre os locais afetados estará o Brasil.
A previsão feita no ano passado foi confirmada pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).
O El Niño retornou oficialmente e é provável que produza condições climáticas extremas no final de 2023. Assim, podem haver ciclones tropicais girando em direção a ilhas vulneráveis do Pacífico até chuvas fortes na América do Sul (Brasil) e secas na Austrália.
O fenômeno muda o clima no mundo todo com mais extremos de chuva e seca, ou mais ou menos ciclones tropicais, conforme a parte do globo.
No Brasil, o El Niño reduz a chuva na Amazônia Legal, sobretudo no Norte e no Leste da região, e diminui também as precipitações na maior parte do Nordeste, com seca e temperatura muito alta.
No Sudeste e Sul da região Centro-Oeste a influência na chuva é mais variável, mas a temperatura tende a ficar acima a muito acima da média.
No Sul, aumento da chuva, mais no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com extremos de precipitação, cheias e enchentes.
MAIS TEMPORAIS? Pode apostar que sim. Com a atmosfera mais aquecida e maior umidade no Sul do Brasil, a frequência e o risco de temporais fortes de vento e granizo vão aumentar nos próximos meses, especialmente no fim do inverno, com o período mais crítico de tempo severo na primavera e no verão.
Podem ocorrer muitos temporais com estragos no Sul do país. E espera-se que a chuva aumente no Rio Grande do Sul no decorrer deste inverno, especialmente na segunda metade da estação, com risco de precipitações muito acima da média em vários momentos da primavera.
O verão também pode ter extremos de precipitação. Historicamente, o outono do ano seguinte ao começo do El Niño – no caso deste evento seria 2024 – igualmente tem um risco agravado de chuva acima da média e enchentes.
Na última vez em que houve um El Niño, em 2016, o mundo teve o ano mais quente já registrado. Juntamente com o aquecimento causado pela mudança climática, 2023 ou 2024 podem atingir novos máximos.
El Niño e o agronegócio
Os primeiros sinais de clima quente e seco causados pelo fenômeno estão ameaçando os produtores de alimentos em toda a Ásia.
No entanto, os produtores nos EUA estão contando com chuvas de verão mais intensas do fenômeno climático para aliviar o impacto da seca severa.
O El Niño pode fazer com que a produção das safras de inverno caia 34% em relação aos recordes na Austrália.
Além disso, ele pode afetar a produção de óleo de palma e arroz na Indonésia, Malásia, que fornece 80% do óleo de palma do mundo, e Tailândia.
Na Índia, os impactos do El Niño poderiam ter compensação.
Créditos: Por Reuters/MetSul








