Há pelo menos duas semanas a polêmica da construção de uma nova unidade prisional em Barra Velha, litoral norte Catarinense, foi ventilada na sede e cidades vizinhas, porém, a assessoria do Departamento de Polícia Penal (DPP) do estado negou qualquer possibilidade.
O atual diretor, Leo Feliciano, por meio de nota encaminhada no dia 10 deste mês pela assessoria de comunicação do Departamento, informou que “não existe qualquer iniciativa ou intenção de construção de uma unidade prisional em Barra Velha”.
A redação do danimeller.com, questionou do departamento se por outro lado existiria a possibilidade então da ampliação do atual presídio, no bairro Vila Nova, a Unidade Prisional Avançada (UPA), de Barra Velha, que hoje comporta aproximadamente 125 apenados.
Com exclusividade a assessoria explicou que existe sim projeto de construções de outras unidades prisionais no estado, contudo, os locais indicados no edital podem mudar, porque esse projeto é da gestão anterior, e que na atual não existe qualquer intenção de construção ou ampliação da unidade em Barra Velha.
Como a assunto causou alvoroço entre os moradores e autoridades locais, várias se posicionaram contrárias a tal possibilidade, inclusive o prefeito Douglas Elias da Costa (PL) por meio das redes sociais.
A insatisfação dos moradores gera em torno da instabilidade financeira que pode afetar a cidade e entorno. O primeiro ponto será a desvalorização imobiliária, seguido dos impactos negativos no setor turístico, além do aumento da criminalidade, o impacto direto na cultura local e a escassez de emprego, uma vez que a suposta proposta da construção de uma nova unidade, seria para abrigar de 450 a 500 presos do regime semiaberto, ou seja, cautelados do estado que durante o dia precisam trabalhar e retornam ao sistema apenas após às 18 horas.
UNIÃO – Moradores se uniram em protesto e fizeram uma petição pública virtual e estão colhendo assinaturas para um “abaixo-assinado” contrária a possibilidade com a bandeira: “Você prefere hospital ou presídio?”. Vereadores também se posicionaram na tribuna durante as sessões plenárias. “Não foi feita sequer uma consulta pública e se realmente esse projeto for aprovado, teremos também impactos negativos na saúde pública e no meio ambiente”, disse o vereador Marcelo Nogaroli (MDB).
Na noite de ontem na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o tema reuniu representantes da Associação dos Moradores e Amigos do Vila Nova (AMAVIN), da Associação de Desenvolvimento do Itajuba (ACDI), da Associação dos Moradores do Bairro Quinta dos Açorianos e do bairro Escalvado, além de representante do CDL, todos contrários a possibilidade.
Ainda sobre o anúncio do prefeito Douglas Elias, de que na próxima semana deve se reunir na capital com o governador Jorginho Melo (PL), a assessoria do DPP informou que os pontos deverão ser esclarecidos durante este encontro.








