Uma ação de limpeza e organização da rede de fiação aérea começou a transformar a paisagem urbana de São João do Itaperiú. A iniciativa, realizada na última semana, é fruto de uma parceria entre a Prefeitura e a Celesc, com foco na retirada de cabos sem uso e na regularização das redes de telecomunicações.
A primeira etapa ocorreu no bairro Santa Cruz, contemplando as ruas José Romão de Sousa e José Bonifácio Pires, na região central. A ação marca o início de um trabalho mais amplo de limpeza urbana e segurança da infraestrutura elétrica e de comunicação.
A iniciativa teve origem em uma solicitação formal do Município à Celesc, por meio de ofício quando a Prefeitura manifestou preocupação com a situação recorrente de fios soltos, cabos rompidos e fiações excedentes pertencentes a operadoras de internet e telecomunicações instaladas nos postes da rede elétrica.

No documento, o secretário de Administração, Valdeci Delmonego, destacou que a falta de manutenção adequada por parte das empresas vinha gerando riscos à segurança de pedestres e motoristas, possibilidade de acidentes com motociclistas e ciclistas, além de comprometer a estética urbana e causar interferências na rede de energia.
“Encaminhamos um ofício solicitando essa parceria, justamente pela necessidade de organizar a fiação e retirar cabos que já não têm mais utilidade. Essa foi a primeira ação dentro de um planejamento maior de limpeza urbana, começando pelo bairro Santa Cruz”, reforçou o secretário.
O ofício também solicitou que a concessionária adotasse medidas junto às operadoras responsáveis, exigindo a regularização da rede, retirada de cabos inativos, organização da fiação e intensificação da fiscalização quanto ao cumprimento das normas técnicas e contratuais.
Segurança além da estética
Embora a poluição visual causada pelo excesso de fios seja um dos problemas mais evidentes, os impactos vão muito além da estética. Cabos soltos, rompidos ou abandonados podem representar riscos à população, como acidentes com pedestres, ciclistas e motociclistas, além de interferirem na rede elétrica e aumentarem a possibilidade de curtos-circuitos e incêndios.
Outro ponto crítico é a sobrecarga nos postes, que pode comprometer a estrutura e dificultar a manutenção dos serviços essenciais. A organização da fiação também facilita o trabalho das equipes técnicas e melhora a qualidade dos serviços de energia e telecomunicações.

Fiscalização e notificações
Segundo o técnico em telecomunicações e fiscal de redes de compartilhamento da Celesc, Guilherme Fernandes Portes, a ação também teve caráter fiscalizatório. Durante a operação, foram emitidas seis notificações para empresas responsáveis por cabos irregulares.
“As empresas notificadas têm prazos diferentes para se adequar, que podem variar de 24 horas a até 60 dias, dependendo do tipo de irregularidade. Nos casos mais urgentes, com risco imediato, a própria equipe já realiza a remoção”, explicou.
Ele ainda destacou que, caso as empresas não cumpram as determinações dentro do prazo, podem ser penalizadas. “Se não houver adequação, as empresas estão sujeitas à multa e, dependendo da situação, a Celesc pode realizar a retirada da rede irregular”, afirmou.
Em relação ao volume de material retirado, a estimativa é de aproximadamente 100 quilos de cabos, considerando também a retirada feita pelas próprias empresas após as notificações.
Continuidade das ações
A expectativa é que novas etapas da operação sejam realizadas em outros pontos da cidade ao longo do ano, ampliando o alcance da iniciativa. O objetivo é promover uma cidade mais segura, organizada e visualmente limpa, além de garantir que as empresas utilizem a infraestrutura de forma regularizada.
A ação reforça a importância da integração entre o poder público e as concessionárias para enfrentar problemas urbanos que afetam diretamente a qualidade de vida da população.









