Um cenário de destruição chamou a atenção de moradores da Rua Belmiro Coelho, no Bairro Santa Cruz em São João do Itaperiú, na manhã deste domingo (1º). Após cerca de seis horas de chuva intensa acompanhada por ventos superiores a 70 km/h, residências foram tomadas pela água, árvores caíram, postes ficaram energizados no meio da via e famílias precisaram ser retiradas às pressas, incluindo uma gestante em trabalho de parto e um idoso acamado. A situação ganhou ainda mais tensão com a realização de um parto de emergência realizado na unidade de saúde.

Apesar do cenário alarmante, tudo fazia parte do II Simulado Geral de Gestão de Desastres, realizado das 8h às 12h, sob coordenação da Defesa Civil Municipal. O exercício teve como objetivo testar, na prática, a capacidade de resposta integrada do município diante de um evento climático extremo, colocando à prova protocolos, comunicação e agilidade no atendimento às vítimas.
O prefeito Rovâni Delmonego destacou a importância da preparação preventiva e do envolvimento de todas as secretarias na ação.
“Nós torcemos para que situações como essa nunca aconteçam de fato, mas precisamos estar preparados. O simulado mostra que nosso município está unido e organizado para agir com rapidez, especialmente quando envolve crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.”

Na sequência, a diretora da Defesa Civil, Cheila dos Santos, ressaltou o caráter técnico do exercício e a necessidade de testar os protocolos.
“Esse tipo de atividade é fundamental para avaliar nossa capacidade de resposta. Testamos comunicação via rádio, fluxo de comando, abertura de abrigo e, principalmente, o atendimento às pessoas em situação de maior risco. Só conseguimos aprimorar o plano quando o colocamos em prática.”

🚨 Cenário de alto risco
O exercício simulou um alagamento repentino, com a água atingindo até 60 centímetros dentro das residências, além de vendaval que provocou:
Destelhamento de casas
Queda de árvores de grande porte
Queda de postes de energia
Interrupção parcial do fornecimento elétrico
Comprometimento da rede de abastecimento de água por turbidez

Sete residências foram consideradas diretamente atingidas. Ao todo, 10 pessoas foram simuladas como desalojadas, entre elas:
04 crianças de até 10 anos
01 lactante
01 gestante no 9º mês com sinais de contrações
02 idosos acamados
02 pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

Entre as situações críticas encenadas estiveram crianças em choque emocional, necessidade de remoção com maca, queda de poste energizado bloqueando a via e obstrução total da rua por árvore caída.

A gestante em trabalho de parto foi inicialmente atendida pela equipe da Secretaria de Saúde durante a evacuação. Na sequência, houve a simulação de parto de emergência na unidade de saúde, onde a criança “nasceu” com segurança, exigindo atuação rápida, organização da equipe multiprofissional e aplicação dos protocolos de atendimento obstétrico em situação de desastre.

🏛️ Resposta integrada
A coordenação geral ficou sob responsabilidade da Defesa Civil Municipal, que acionou o GRAC e as secretarias envolvidas logo no início do simulado.
🚒 Bombeiros Voluntários
Atuaram na busca e salvamento em área alagada, retirada segura das vítimas, atendimento pré-hospitalar, remoção do idoso acamado e isolamento de área com risco elétrico.
🚓 Polícia Militar e Civil
Realizou o isolamento da área, controle de trânsito, segurança do perímetro e apoio na evacuação das famílias. A operação também contou com o apoio da Polícia Civil.

🏥 Secretaria de Saúde
Prestou atendimento à gestante, realizou a simulação do parto de emergência na unidade de saúde, avaliou lactante, crianças, pessoas com deficiência e idoso acamado, além de efetuar triagem e apoio psicológico inicial.

🏠 Assistência Social
Fez o cadastro das famílias, organizou kits com colchões, cobertores e itens de higiene e coordenou a abertura de abrigo provisório.
🚌 Secretaria de Educação
Disponibilizou transporte para retirada das famílias e apoio logístico, com possibilidade de cessão de espaço escolar para abrigo.
🚜 Secretaria de Obras
Atuou na remoção de árvores, desobstrução da via, apoio com maquinário pesado e suporte estrutural às equipes de resgate.
⚡ CELESC
Realizou o desligamento preventivo da rede atingida, avaliação de postes e simulação de restabelecimento seguro da energia.
💧 CASAN
Avaliou a qualidade da água, comunicou possível contaminação e orientou sobre uso seguro.

🏫 Abertura de abrigo
Às 9h30, foi simulada a decisão de abertura de abrigo emergencial em espaço escolar/ginásio, com organização estruturada para:
Núcleos familiares
Área reservada para gestante e lactante
Espaço adaptado para idoso acamado
Espaço infantil
Área de triagem de saúde
Controle de entrada e saída

🎯 Objetivos do exercício
O simulado teve como foco:
✔️ Testar o tempo de resposta das equipes
✔️ Avaliar a comunicação entre secretarias
✔️ Exercitar a abertura de abrigo
✔️ Garantir atendimento prioritário a públicos vulneráveis
✔️ Avaliar o fluxo de comando e integração operacional
✔️ Testar protocolos de atendimento obstétrico em situação de emergência
✔️ Identificar possíveis falhas e pontos de melhoria

Encerramento e avaliação
O exercício foi oficialmente encerrado ao meio-dia, com reunião de feedback entre as equipes, avaliação dos pontos positivos, identificação de melhorias operacionais e registro fotográfico institucional.
A organização agradeceu a todos os voluntários e profissionais envolvidos, incluindo servidores da Prefeitura, equipes das secretarias de Saúde, Assistência Social, Obras e Educação, Bombeiros Voluntários, Polícia Militar, além dos parceiros da CELESC e CASAN.

Um agradecimento especial foi direcionado aos voluntários que vieram de outras cidades para participar do teste, fortalecendo o espírito de cooperação regional e demonstrando que, diante de desastres, a união e o preparo são as principais ferramentas de proteção à população.









