A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, em 14 de novembro de 2025, uma operação conjunta entre as Delegacias de Entre Rios e Navegantes que resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 46 anos. Ele é suspeito de cometer crimes contra a dignidade sexual envolvendo dois meninos de 10 anos, ambos seus parentes. O mandado havia sido expedido pela Vara Única da Comarca de São Domingos.
Segundo o delegado Osnei Valdir, responsável pela condução das investigações, o caso veio à tona após apurações que apontaram a prática reiterada de abusos no ambiente familiar. As ocorrências teriam acontecido durante visitas das crianças à casa da avó, onde o suspeito também residia. Após reunir provas e concluir a fase investigativa, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público, que dará continuidade aos trâmites legais.
A corporação reforçou seu compromisso permanente com a proteção de crianças e adolescentes, destacando que crimes desta natureza exigem resposta rápida, integração entre unidades policiais e acolhimento adequado às vítimas. O trabalho eficiente das equipes envolvidas foi fundamental para garantir a segurança das crianças e encaminhar o caso às autoridades competentes.
Sinais de alerta e o papel da família e da escola
Casos de violência sexual contra crianças podem ocorrer dentro ou fora do ambiente familiar, muitas vezes praticados por pessoas próximas. Por isso, pais, responsáveis e educadores desempenham um papel essencial na prevenção.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
- mudanças bruscas de comportamento;
- medo repentino de determinadas pessoas ou lugares;
- regressões comportamentais (como voltar a fazer xixi na cama);
- queda no desempenho escolar;
- isolamento ou tristeza frequente;
- recusa em participar de atividades antes consideradas agradáveis.
É importante lembrar que crianças raramente inventam relatos de violência sexual. Sempre que algo despertar dúvida, é fundamental ouvir com acolhimento, sem pressão e sem julgamentos.
O que fazer ao suspeitar ou tomar conhecimento de abuso
- Acolha a criança
Demonstre segurança e tranquilidade. Ela precisa saber que não tem culpa de nada. - Não confronte o suspeito
Isso pode colocar a vítima em risco e dificultar a investigação. - Procure ajuda imediatamente
- Delegacia de Polícia (comum ou especializada, quando houver).
- Disque 100 para denúncias anônimas.
- Conselho Tutelar do município, que pode acionar a rede de proteção e garantir medidas de segurança e acompanhamento psicológico.
O papel do Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar atua na proteção dos direitos da criança e do adolescente. Quando há suspeita ou confirmação de violência:
- garante que a vítima receba atendimento especializado;
- articula serviços de saúde, assistência social e educação;
- acompanha a família durante todo o processo;
- solicita medidas protetivas sempre que necessário.
O órgão não julga nem investiga crimes — essa função é da Polícia Civil e do Ministério Público —, mas é essencial para assegurar que a criança tenha seus direitos preservados.
Prevenção: conversar protege
A melhor forma de prevenir casos de violência sexual é fortalecer o diálogo dentro de casa e na escola. Conversas simples, adequadas à idade, podem ensinar a criança a identificar situações inadequadas, compreender limites e pedir ajuda.
Algumas orientações importantes:
- Ensine que o corpo tem partes íntimas e que ninguém tem o direito de tocá-las sem necessidade de cuidado ou saúde.
- Explique que segredos que causam medo ou desconforto não devem ser guardados.
- Reforce que ela sempre pode contar com um adulto de confiança.
- Mantenha uma rotina de diálogo aberto e sem tabus.
Compromisso das autoridades
A operação realizada pela Polícia Civil demonstra o compromisso das forças de segurança em responder com rapidez e eficiência a crimes graves que atingem crianças e adolescentes. A integração entre delegacias, o trabalho técnico de investigação e o encaminhamento do caso às autoridades competentes reforçam a importância de denunciar e romper o silêncio.
A proteção à infância é responsabilidade de toda a sociedade. Informação, acolhimento e ação imediata salvam vidas e ajudam a construir um ambiente mais seguro para todas as crianças.








