Barra Velha (SC) — De 12 a 14 de setembro, Barra Velha será palco da 31ª edição da Festa da Cultura Açoriana (Açor), um evento que celebra a herança cultural dos colonizadores açorianos no litoral de Santa Catarina — suas danças, sua religiosidade, manifestações folclóricas, gastronomia e artesanato. A festa deverá movimentar intensamente o comércio local, o setor de hospedagem e atrair turistas de várias regiões do estado e até de fora dele.
Origem e história da Festa Açoriana
- A Festa da Cultura Açoriana — conhecida simplesmente como Açor — é uma celebração estadual itinerante organizada pelo Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA/UFSC).
- O evento ocorre em uma cidade litorânea diferente a cada edição, com objetivo de valorizar, preservar e divulgar a identidade cultural açoriana: folclore, artesanato, gastronomia, manifestações religiosas, desfiles etnográficos, entre outras expressões.
- Barra Velha já sediou anteriormente edições da Açor, como a 12ª edição em 2005.
- A cultura açoriana remonta aos imigrantes vindos do arquipélago dos Açores, que começaram a colonizar diversas partes do litoral catarinense no século XVIII. Essas comunidades trouxeram costumes, crenças, práticas artesanais e modos de vida vinculados ao mar, à pesca, à religiosidade popular (como a devoção ao Divino Espírito Santo) e à culinária típica.
A Festa em Barra Velha
- Em 2025, Barra Velha volta a sediar a Açor depois de longa espera de duas décadas, sendo a 31ª edição do evento.
- A escolha de Barra Velha se conecta com a forte presença da cultura açoriana no município — pesca artesanal, festividades religiosas, manifestações culturais como o boi-de-mamão, dança açoriana, entre outras, além de sua história dialogar diretamente com as raízes açorianas.
- Para preparar a população, há iniciativas como capacitações para professores, para que esses conteúdos culturais sejam multiplicados nas escolas e na comunidade.
Programação da 31ª Festa da Cultura Açoriana
12 de setembro – sexta-feira
18h30 – Abertura da Festa: apresentações culturais, estandes e espaço de alimentação
19h – Cerimonial de Abertura do 31º Açor
20h30 às 23h – Apresentações culturais
23h – Show Musical: Tarrafa Elétrica
13 de setembro – sábado
09h30 – Desfile etnográfico das cidades participantes do Açor – Rua Paraná, sentido pavilhão da festa
11h – Abertura da praça de alimentação
12h – Abertura do palco cultural e estandes
12h às 23h – Apresentações Culturais
23h – Show de abertura Kevin & Kauan
00h – Show Ana Castela
02h30 – Encerramento
14 de setembro – domingo
09h30 – Cortejo do Divino Espírito Santo – Praça da Lagoa
10h – Missa de Encontro das Bandeiras do Divino – Igreja Matriz
11h – Abertura da praça de alimentação
12h – Abertura do palco cultural e estandes
12h às 18h – Apresentações Culturais
12h – Mastro de São Sebastião – saída da Igreja Matriz, sentido pavilhão da festa
12h às 18h – Apresentações Culturais
18h – Show musical: Valdir Agostinho e Banda
Benefícios culturais e econômicos para Barra Velha
Culturais:
- Resgate e valorização da identidade açoriana: manter vivas as manifestações culturais, folclóricas, religiosas e artesanais que fazem parte da história da região.
- Educação e transmissão intergeracional: professores capacitados, escola e comunidade participando, garantindo que jovens conheçam suas origens.
- Fortalecimento das tradições vivas: festividades como o Divino Espírito Santo, danças, cantorias, desfiles etnográficos, etc., ganham visibilidade e reconhecimento.
Econômicos e turísticos:
- Movimento para o comércio local (restaurantes, bares, lojas de artesanato, supermercados, serviços de alimentação): grande aumento de demanda durante os dias de festa.
- Hospedagem: hotéis, pousadas, aluguéis por temporada (inclusive via plataformas como Airbnb) devem registrar aumento de ocupação, já que visitantes de fora precisarão se hospedar.
- Serviços auxiliares: transporte, segurança, limpeza, produção de palco, sons, contratação de artistas locais e regionais, fornecedores de estrutura temporária, etc.
- Geração de renda para artesãos, empreendedores gastronômicos, vendedores ambulantes e estandes culturais.
- Impacto indireto: visibilidade da cidade, fortalecimento da imagem de destino cultural/turístico no litoral norte do estado.
Contexto municipal histórico
- Barra Velha foi fundada por açorianos e apresenta traços culturais de colonização luso-açoriana (e portuguesa continental). A pesca e a agricultura, bem como o turismo de praia, são atividades importantes.
- A Festa Nacional do Pirão, outro evento cultural forte do município, revela a prosperidade de manter as tradições vivas, especialmente na gastronomia típica, e demonstra o potencial de atrair público para eventos culturais.
Prefeito Daniel Cunha faz o convite
“A 31ª Festa da Cultura Açoriana representa para nós muito mais do que entretenimento: é reconhecer quem somos, de onde viemos, e mostrar aos nossos jovens a beleza das raízes açorianas que moldaram Barra Velha. Estou muito orgulhoso de receber essa festa em nossa cidade, de abrir as portas para acolher visitantes e familiares que preservam essas tradições. Convido todos os barra‑velhenses e turistas de Santa Catarina e além: venham celebrar conosco de 12 a 14 de setembro. Participem dos desfiles, dos shows, da gastronomia, vivenciem a nossa cultura — porque juntos fazemos uma cidade mais rica em história, em alegria e em identidade.”
Importância para a comunidade
Essa festa simboliza, portanto:
- Um elo entre passado e presente: tradição que se renova e permanece relevante.
- Um estímulo ao orgulho local, à autoestima da comunidade.
- Um motor de desenvolvimento cultural sustentável: não apenas pelas receitas geradas, mas pelo fortalecimento social, pelo turismo e pela cultura como vetor de identidade.
- Uma oportunidade de participar de programação diversa: religiosos, jovens, idosos, turistas — de várias origens — em uma mesma festa.








