Brusque (SC) — A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (21), a operação estampa fria, que resultou na maior apreensão de vestuário falsificado do estado nos últimos anos. Ao todo, cerca de 250 mil peças de roupas contrafeitas, avaliadas em aproximadamente R$ 20 milhões, foram apreendidas em três cidades do Vale do Itajaí.
Coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC), a ação teve como principal foco uma confecção localizada no município de Brusque, que funcionava como centro de produção clandestina.
No local, eram produzidas roupas falsificadas de marcas renomadas como Nike, Adidas, North Face, Diesel, Lacoste, Tommy Hilfiger, entre outras. A produção era realizada em larga escala, com uma estrutura industrial bem equipada e uma rede de distribuição que abastecia todo o território nacional.
Além de Brusque, os policiais civis cumpriram 8 mandados de busca e apreensão nos municípios de Blumenau e Gabiruba. Os alvos incluíam a fábrica, um galpão de armazenamento e as residências dos principais suspeitos.

Durante as diligências, foram apreendidos:
- Cerca de 250 mil peças de roupas falsificadas;
- Mais de 1,5 milhão de etiquetas utilizadas como matéria-prima para as falsificações;
- Equipamentos e maquinários industriais avaliados em cerca de R$ 2 milhões;
- Diversos equipamentos eletrônicos e documentos para aprofundamento das investigações.
Na residência de um dos investigados, a polícia encontrou ainda um revólver calibre .38, levando à prisão em flagrante do proprietário por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ele foi liberado após pagamento de fiança.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos deverão responder por crimes contra a propriedade imaterial, crimes contra as relações de consumo, crimes contra a ordem tributária e associação criminosa.
A operação contou com o apoio da Fazenda Estadual e de diversas unidades da Polícia Civil de Santa Catarina.
“Essa ação representa um duro golpe contra organizações que lucram à custa do consumidor, da economia formal e da propriedade intelectual. A investigação continua para identificar todos os envolvidos”, declarou o delegado responsável pela operação.









