Barra Velha (SC), 13 de agosto de 2025 – O caso envolvendo a denúncia de um suposto estupro de vulnerável em um Centro de Educação Infantil (CEI) do bairro São Cristóvão continua em investigação, e novas informações foram divulgadas pelas autoridades nesta quarta-feira. A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto emitiu nota oficial esclarecendo as medidas adotadas até o momento, e a Polícia Civil reforça a importância da prudência e da responsabilidade nas manifestações públicas sobre o ocorrido.
Nota da Secretaria Municipal de Educação
A secretária de Educação de Barra Velha, Fernanda Roberta Chagas, informou que todas as imagens relacionadas ao caso foram encaminhadas na manhã de hoje (13) à Polícia Civil, que está à frente das investigações sob responsabilidade do delegado Willer Pereira de Lima.
Como medida preventiva, o servidor suspeito foi afastado temporariamente de suas funções. “Estamos colaborando integralmente com os órgãos de Segurança Pública e acompanhando o caso com total responsabilidade. Além disso, instauramos um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar internamente os fatos”, afirma a secretária.
A Secretaria também destaca seu compromisso com a lisura do processo e com o acolhimento da família da criança envolvida, mantendo contato com os órgãos competentes para garantir suporte adequado.
Investigação em andamento
De acordo com a delegada titular de Barra Velha, Milena de Fátima Rosa, a denúncia partiu da mãe de uma criança de 3 anos e envolve a suspeita de abuso sexual por parte de um funcionário da unidade escolar.
Um Inquérito Policial (IP) foi instaurado e o suspeito, embora tenha sido conduzido à Central de Polícia de Itajaí, responderá em liberdade. “Não havia flagrante nem elementos suficientes para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Por isso, ele foi liberado e o inquérito segue com a coleta de depoimentos e provas”, explicou a delegada.
Entre os próximos passos estão as oitivas de testemunhas e familiares, além da análise de imagens das câmeras de segurança e exames periciais.
Cautela nas redes sociais e risco de pré-julgamentos
A Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Educação fazem um apelo à população por calma e responsabilidade. O compartilhamento de nomes, imagens e acusações sem respaldo judicial é crime, passível de penalidades como processos por calúnia, difamação, injúria e até prisão.
Além disso, expor a identidade da criança ou de familiares configura violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Casos semelhantes no passado demonstram os riscos graves de julgamentos precipitados. “Infelizmente, já tivemos situações em que pessoas inocentes foram linchadas ou até mortas após serem acusadas injustamente com base apenas em boatos”, alertou uma fonte policial. O apelo é claro: que a Justiça e os órgãos competentes possam trabalhar sem interferência de pressões populares ou condenações antecipadas.
Relembre o caso
O caso ocorreu na terça-feira, 12 de agosto. A Polícia Militar foi acionada após denúncia feita pela mãe da criança. O atendimento inicial foi realizado no local e encaminhado para a Polícia Civil, que agora lidera a investigação. O Conselho Tutelar também está atuando no caso, prestando apoio psicológico e social à família.
Sinais de abuso infantil: fique atento
Especialistas destacam que o abuso infantil nem sempre é visível fisicamente. Mudanças comportamentais podem ser um sinal de alerta. Entre eles:
- Medo incomum de pessoas ou locais;
- Alterações no sono ou alimentação;
- Isolamento ou comportamento regressivo;
- Fala ou brincadeiras sexualizadas;
- Desenhos com conteúdo violento ou inadequado para a idade.
Ao menor sinal de suspeita, é fundamental buscar orientação profissional e comunicar o Conselho Tutelar ou a polícia.
Justiça, empatia e responsabilidade
Este é um momento extremamente sensível para todos os envolvidos. É dever da comunidade acompanhar os desdobramentos com respeito, empatia e responsabilidade. O compromisso deve ser com a verdade, a justiça e com a proteção da vítima — e também dos direitos legais do suspeito, cuja culpa ou inocência ainda não foi determinada.
Linchamentos morais e virtuais não contribuem com a resolução do caso e podem agravar ainda mais a dor dos envolvidos. A Justiça deve prevalecer com base em provas, não em suposições.
Canais de denúncia e apoio
Se você tiver conhecimento de qualquer caso de abuso infantil, denuncie. O sigilo é garantido:
- Disque 100 – Direitos Humanos
- Conselho Tutelar de Barra Velha
- Polícia Militar – 190
- Polícia Civil – 181 ou delegacia local
Redação: Portal danimeller.com
Data: 13 de agosto de 2025
Edição e atualização: com informações da Secretaria de Educação de Barra Velha e Polícia Civil








