O imbróglio da rodoviária interestadual de Barra Velha está próximo de ter um desfecho feliz. Após a mudança repentina do Centro da cidade para o estacionamento de uma rede de postos de combustíveis, as atividades de vendas de passagens, embarque e desembarque de passageiros, que atualmente estão sendo feitas online e ao relento, respectivamente, já tem uma solução.

Segundo o vereador Marcelo Nogaroli, após reunião solicitada por ele com o executivo municipal, quando estiveram presentes o atual gestor, Daniel da Cunha, o secretário de administração, Fábio Brugnago, o jurídico da prefeitura e Wellington Arruda, representante da empresa ‘São Paulo Incorporadora’, proprietária do prédio, ficou decidido que será feita a ‘concessão do serviço público à iniciativa privada’.
Acompanhe o vídeo do anúncio feito durante discurso na Tribuna da Câmara, clicando no link.
Na semana passada o prefeito Daniel Cunha, esteve na Câmara e confirmou aos vereadores que a Rodoviária deve voltar para a região Central em até 60 dias, ou seja, até meados da segunda quinzena de Junho.
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“Desde quando o então prefeito [Douglas da Costa], decidiu pela mudança, o que acabou gerando um desconforto em todos os moradores, me engajei na causa e venho tentando buscar uma solução. Assim que o Daniel [prefeito interino] assumiu o cargo, já me reuni com ele e com o secretário para resolvermos de vez essa situação”, explicou o vereador Marcelo Nogarolli.
Marcelo explicou que essas reuniões buscam além da resolução burocrática, alternativas eficientes para resolver um problema antigo. “Para que a rodoviária volte a funcionar no mesmo local, ela precisa de no mínimo uma reforma decente com adequações nos banheiros, em todo o espaço físico e que assim que volte a operar, tenhamos também o mínimo que é a segurança e comodidade para os passageiros e para quem precisa trabalhar no local”.
Outra solicitação do parlamentar é quanto ao horário de atendimento. “A ideia é que funcione em horário comercial, de manhã e a tarde, para melhor atender moradores e turistas. Nossa cidade cresce a cada dia, precisamos nos adequar a essa expansão”.
Em março a reportagem do portal foi até o posto onde os motoristas das empresas de transporte interestadual estão fazendo o embarque e desembarque dos passageiros.
Ao relento, os passageiros sequer têm onde se sentarem para esperar os ônibus. Existe ao lado um restaurante que até pode ser utilizado pelos passageiros e familiares, mas nada específico para o fim. E as passagens, como mostra o anúncio afixado no vidro, são vendidas de forma online, nada presencial.

Jorge Back, que há 18 anos trabalha fazendo a linha entre Brusque e São Paulo, conversou com nossa equipe e reforçou a insatisfação também pelo lado dos motoristas.
“Antes, quando a rodoviária funcionava no Centro, o acesso era bem mais fácil, agora temos de dar uma volta bem maior e quase sempre chegamos atrasados pelo aumento na distância do retorno. Os passageiros nos cobram muito por isso, mas infelizmente não compete a nós. De fato essa mudança não foi bem vinda e muito menos aceita.”.

Uma passageira idosa que preferiu não se identificar, também falou da insatisfação. “Ficou completamente inviável. Quem tomou essa decisão sequer pensou, simplesmente fez”, pontuou a passageira.
HISTÓRICO – Nessa segunda-feira, 15 de abril, completam cinco meses que a rodoviária de Barra Velha encerrou as atividades e deixou de funcionar no Centro da cidade. Desde o dia 15 de novembro de 2023, embarques e desembarques estão sendo realizados ao relento no estacionamento de um posto de combustíveis local, na BR-101, sentido Joinville. E nessa última semana o estado tem enfrentado chuvas constantes, o que dificulta ainda mais a vida de passageiros e motoristas.
A decisão da mudança partiu do então prefeito Douglas Elias da Costa (PL), preso esse ano por vários crimes, dentre eles desvio de verba e formação de quadrilha. E desde então a mudança afetou diretamente quem precisa do serviço.

À época o vereador Marcelo Nogarolli usou a tribuna da Câmara Municipal para tentar buscar juntos às autoridades responsáveis, uma solução para o problema, haja vista que dentre os motivos para a mudança de espaços físicos alegados pela então gestão, era a falta de segurança no local e manutenção do prédio.
Na segunda quinzena de novembro, Marcelo Nogarolli, nas redes sociais, comunicou que chegou a falar com os proprietários do prédio onde antes funcionava a rodoviária, solícitos ao pedido para que o local não fosse utilizado para outro fim. Até àquele momento a município pagava o valor de R$ 2 mil aos proprietários, uma espécie de valor simbólico de aluguel.
Na mesma semana o parlamentar foi até o prédio antigo e conversou com passageiros, motoristas e os responsáveis pela venda dos bilhetes, e ouviu o descontentamento de todos.








