O governo de Santa Catarina confirmou que o diretor do Procon, Roberto Salum, é alvo de uma investigação por suposto assédio sexual contra uma funcionária. Em decorrência das acusações, Salum foi afastado de suas funções.
A investigação está em uma etapa crucial, focada na coleta de depoimentos. A delegada Michele Rebelo, responsável pelo caso na região da Grande Florianópolis, lidera este processo. Detalhes adicionais sobre a investigação permanecem sob sigilo.
Roberto Salum, conhecido por sua carreira como jornalista e político em Santa Catarina, já foi deputado estadual com registros de candidaturas ao senado e ao executivo municipal.
Em relação ao caso, o governo estadual expressou uma posição firme, destacando a importância do decoro e da moral na função pública. O governador enfatizou a necessidade de uma investigação rápida e assertiva, reiterando a inaceitabilidade de comportamentos que violem a ética e os bons costumes no serviço público.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, Salum resolve quebrar o silêncio e diz que ‘sua vida virou um inferno’ após ter desvendado um suposto esquema milionário de corrupção.
“Quando levantei desvios milionários no Procon-SC, fui alertado que estava mexendo num vespeiro e que iriam armar pra mim. De lá para cá, minha vida virou um inferno, o que motivou que eu continuasse a investigar. Eu consegui obter novos elementos de prova que serão entregues à Justiça!”, garante o político, que chegou a receber 250 mil votos para uma cadeira no Senado Federal no auge de sua carreira.
Em nota, o criminalista Claudio Gastão da Rosa Filho afirma que Salum é um cidadão exemplar: “começou a trabalhar aos 13 anos numa rádio local e durante sua vida pública nunca teve sua honra abalada. Sua conduta sempre foi ilibada, ele nunca respondeu processo por corrupção e muito menos por conduta similar à que está sendo acusado”.
Segundo Gastão Filho, que assumiu na manhã desta sexta-feira a defesa de Roberto Salum, foi tentado contato imediatamente com a delegada que cuida do caso: “meu cliente está à disposição para prestar esclarecimentos o mais breve possível”, ressalta.
Sobre os supostos desvios milionários, Salum enviou o seguinte relato: “Ao descobrir e ser alertado de que tinha mexido no vespeiro, comuniquei ao meu secretário adjunto, então, o que tinha colhido de provas para que ele tomasse providências. Logo percebi que ele estava sabotando meu trabalho. Tinha ficado claro que o adjunto tinha amizade com um dos investigados pelo rombo milionário no Procon-SC. Diante dessa situação, entreguei essas provas dos desvios há duas semanas ao procurador geral do estado. Por coincidência, quem participou da armação contra o ex-prefeito Gean Loureiro fabricando aquele vídeo na eleição é um dos que estou investigando e contra quem tenho provas de corrupção”, afirma Salum.








