Jéssica de Oliveira, a mulher acusada de matar com golpes de faca o marido, Rafael Fug, teve o destino selado nessa quarta-feira, 21. Ela foi julgada e condenada a 14 anos de reclusão, em regime fechado, em sessão de Júri popular ocorrido na comarca de Blumenau, onde o crime foi registrado.
A ré que já cumpria prisão domiciliar, após relaxamento, deverá cumprir a sentença inicialmente em regime fechado, por homicídio qualificado – por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Jéssica não poderá recorrer em liberdade, seguirá em prisão domiciliar até esgotarem todos os recursos. O julgamento teve início por volta das 9 horas da manhã no Tribunal do Júri da Comarca de Blumenau.
REPERCUSSÃO – O crime nacionalmente conhecido como “Caso Fug”, devido a massiva repercussão, chamou atenção pela frieza da assassina e chocou não só o município de Blumenau, mas o país inteiro.
Em vídeos divulgados nas redes sociais e gravados pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal morava, localizado no bairro Velha em Blumenau, mostram os últimos minutos de vida de Rafael.
Com aparência de estar dopado, ele cambaleia e cai na porta do apartamento. Em seguida, armada com uma faca ela dá algumas estocadas no marido, o arrasta para dentro do apartamento, limpa o sangue e depois sai, desce as escadas tranquilamente e vai embora.
O crime ocorreu na noite do dia 16 abril de 2022, mas a polícia só foi notificada sobre o corpo na manhã do dia 17, no domingo de Páscoa.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após ingerir bebida alcoólica e discutir com o companheiro, ela teria desferido golpes de faca contra a vítima, que tentou fugir mas morreu por conta dos ferimentos.
Ela teve a prisão preventiva substituída pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) por prisão domiciliar no dia 4 de maio, com monitoramento eletrônico e aplicação de medidas cautelares.
Em depoimento, a acusada disse que não viu que tinha pegado uma faca para se defender e que Rafael havia jogado contra o objeto.
De acordo com o delegado do caso na época, Ronnie Esteves, a mulher disse que estava sentada no sofá quando a discussão começou e que o companheiro estava sentado na mesa atrás do móvel. No decorrer da discussão ela ainda comenta que ele voou por cima do sofá e tentou sufocá-la.
Ao ser questionada sobre o motivo de não ter pedido ajuda para salvar Rafael, ela disse que estava muito nervosa com a situação e de que não queria ter matado o companheiro.
Veja vídeos registrados pelas câmeras de segurança acessando o link








