Pedro Henrique, de apenas 13 anos de idade, um jovem aluno, jogador de futebol, apaixonado pelo esporte e muito querido onde morava, acabou morrendo quase três dias depois de ter sido socorrido e hospitalizado. Ele teria feito um desafio da internet e acabou inalando desodorante aerosol.
O incidente que resultou na fatalidade prematura do adolescente, teria ocorrido na tarde de sexta-feira, 08, na cidade de Imbituba, no sul de Santa Catarina. Após o episódio ele foi socorrido às pressas e levado para um hospital em Florianópolis, onde permanece sobre cuidados até essa segunda-feira, 11, quando a morte foi confirmada.
Ainda na sexta, uma corrente de orações foi feira entre familiares, amigos e conhecidos da vítima: “Independente da sua crença, peço orações para essa criança. Ele se encontra em estado grave”, escreveu Renata Souza, mãe de um coleguinha de Pedro.
Já no final da noite dessa segunda, Renata, pouco antes das 18 horas, Renata confirmou a morte de Pedro Henrique. “Imbituba chora a morte desse querido. Que Deus dê muita força a todos os familiares”.
A reportagem do portal tentou contato com os familiares de Pedro e aguarda retorno.
DESAFIO – Segundo informações preliminares, Pedro teria participado do “Desafio do Desodorante”, popularizado na plataforma de vídeos TikTok. A competição incentiva jovens a inalarem quantidades perigosas de aerossol contido em desodorantes.
O “Desafio do Desodorante” propõe uma espécie de competição online em que os participantes tentam inalar o aerossol de desodorantes pelo maior tempo possível e tem viralizado nas redes sociais, especialmente entre crianças e adolescentes.
O perigo para a saúde é imenso, pois o desodorante aerossol é feito com substâncias químicas, tais como éter, álcool, gases e alumínio. A prática frequente pode, inclusive, levar à dependência e provocar uma lesão direta dos pulmões. A inalação do aerossol pode causar, também, parada cardíaca por asfixia.
Em busca da audiência a qualquer custo, desafios perigosos no Youtube e TikTok se transformaram em uma isca para angariar likes na rede. Em fevereiro de 2017 um menino cearense de 11 anos teve 40% do corpo queimado após realizar o “desafio do fogo”.
O garoto tentou cobrir as mãos de álcool gel e colocar fogo para apagar logo em seguida. O problema é que a garrafa desse líquido altamente inflamável explodiu antes de o menino realizar a “façanha”.
Outros desafios incluem mastigar pimentas ardidas ou colocar uma colher cheia de canela em pó na boca e aguentar por alguns minutos sem beber água. Esse último também oferece risco de asfixia e lesões na garganta, nas vias respiratórias e no estômago. Nos Estados Unidos, um jovem de 12 anos passou quatro dias internado após realizar o desafio.
A Amazon e o Youtube uniram forças contra o “Tide Pod Challenge”, um desafio que estimula jovens a ingerir cápsulas de detergente líquido. A “brincadeira” já fez mais de cem vítimas nos Estados Unidos, 86 apenas nas três primeiras semanas registradas em 2018, segundo a Associação Americana de Centros de Controle de Veneno (AAPCC), sigla em inglês.
Segundo informações preliminares o adolescente teria feito um desafio do Tik Tok








