Na tarde deste domingo, 3, a Polícia Científica liberou a identificação das cinco vítimas fatais do trágico engavetamento ocorrido na tarde de ontem, sábado, 02, em Balsa Nova, Paraná. O acidente envolveu mais dezenas de veículos e resultou ainda em 11 pessoas feridas, mobilizando um contingente significativo de equipes de socorro.
As vítimas fatais foram identificadas como Michael Almeida de Araújo Penteado, Elton José Tallevi, ambos da região dos Campos Gerais. Ana Carla Pistuni Solanho, de 52 anos e o casal Márcio Vieira e Jane Valeria Silva.
Michael e Elton eram funcionários da Rumo Logística e a confirmação da morte dos dois foi feita pela empresa, em nota divulgada lamentando o acidente. Michael deixou um filho pequeno. Ana Carla era moradora de Mallet, no Sul do Paraná, e dona de uma malharia na cidade onde vivia. No momento do acidente ela estava com o marido, socorrido em estado grave.
Curiosamente, um caminhão decorado com a imagem de Jesus Cristo, envolvido no acidente, não sofreu danos. Este detalhe tem chamado a atenção, embora ainda esteja sob análise dentro do contexto mais amplo da investigação em curso. As autoridades continuam investigando as circunstâncias do acidente para esclarecer as causas e determinar responsabilidades.

Uma das pistas na BR-277 continua interditada após tragédia causada por engavetamento
A Polícia Rodoviária Federal – PRF – do Paraná ainda não conseguiu contabilizar ao certo quantos veículos, entre carretas, caminhões e carros de passeio, se envolveram num gravíssimo engavetamento ocorrido na tarde de sábado, 02. Porém, estima-se que pelo menos 50.
A colisão que resultou até o momento em pelo menos 5 vítimas fatais, de acordo com o Instituto Médico Legal – IML – de Curitiba, e 11 feridos atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar, em estado moderado a grave, ocorreu no Km-137 da BR-277 entre Balsa Nova e São Luiz do Purunã, Região Metropolitana de Curitiba, sentido Ponta Grossa (PR).
Os sobreviventes foram encaminhados aos hospitais Evangélico e do Trabalhador, em Curitiba e Santa Casa de Palmeira.
Vídeos, fotos e áudios foram compartilhados desde que a tragédia teve início, às 14h23, e foi registrada pelas câmeras da empresa que administra a via e também por equipamentos internos de uma das carretas.
No momento do acidente, uma pesada neblina e uma chuva fraca faziam parte do cenário da BR-277. Nas imagens compartilhadas é possível se ter uma dimensão da tragédia, do sofrimento dos sobreviventes e uma ideia dos estragos e prejuízo.
Carros, na medida que o efeito ‘dominó, tomava proporções gigantescas, ou iam sendo arrastados para o acostamento ou foram esmagados e prensados entre os outros veículos. Pelo menos um caminhão pegou fogo. Segundo a PRF, o veículo carregava geladeiras.
Devido a gravidade do ocorrido, até mesmo a atuação das equipes de trânsito, de socorro e de resgate, ficou prejudicada, porque a rodovia ficou completamente interditada impossibilitando a aproximação das viaturas e das equipes.
A PRF recebeu mais de uma dezena de apoio das equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Polícia Civil, Criminalística, IML, DER, Defesa Civil, e Guarda Municipal que trabalham incansáveis desde o ocorrido, e segundo o relatório encaminhado à imprensa, ainda não há previsão de liberação da via.
A PRF orienta os motoristas que não sigam ao local, a rota alternativa para o interior indicada é Araucária/Lapa/Porto/Amazonas/Palmeira (BR-476, PR-427). Há equipes no trecho orientando os motoristas para que retornem a Curitiba ou que sigam sentido Araucária.
VEÍCULOS – Ainda segundo a PRF, maioria dos veículos que estavam na fila, foram retirados ainda ontem e alguns conseguiram retornar. Porém, outros a exemplo daqueles bloqueados por sistema de rastreamento, permanecem no local, assim como os proprietários dos demais veículos envolvidos.
CAUSAS – As causas do acidente estão sendo apuradas e serão apontadas pela perícia da PRF e da Polícia Científica, trabalho que avançou pela madrugada.
O número de feridos e os encaminhamentos ao sistema de saúde ainda estão sendo contabilizados, bem como o número de veículos envolvidos.
Sete viaturas da PRF foram deslocadas da região metropolitana de Curitiba e de Ponta Grossa para o atendimento e suporte no local do acidente.








