O apresentador Fausto Silva,73, o Faustão, terá de ser submetido a um transplante cardíaco. Devido ao agravamento de uma insuficiência cardíaca, ele foi incluído na fila de transplantes de órgãos, que é gerenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A informação foi divulgada no domingo, 20, após a divulgação de boletim médico do Hospital Albert Einstein, onde ele se encontra internado desde o último dia 5.
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (Abto), entre janeiro e março deste ano, havia 310 pessoas na fila de transplante cardíaco. No período, foram realizados 97 transplantes de coração no país. Em 2022, foram 356. Os dados estão no Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) mais recente. O documento da Abto é divulgado a cada três meses.
De acordo com a Abto, a taxa de transplante cardíaco no Brasil (1,8 pmp) aumentou 6% em relação ao ano passado (1,7 pmp), igual ao crescimento da taxa de doação, entretanto, ainda está 10% abaixo da previsão para o ano (2,0 pmp).
O transplante de coração foi realizado em 11 Estados de quatro regiões, pois na região Norte são realizados apenas transplantes de rim e fígado, sendo que apenas no DF foram feitos mais de 20 transplantes cardíacos pmp.
Confira como funciona a espera por transplante*
O médico responsável precisa cadastrar o paciente na lista única de transplantes;
A lista é gerida e organizada pela Secretaria Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde;
A lista funciona por ordem cronológica de cadastro, ou seja, por ordem de chegada;
Os pacientes que estão na fila são classificados de acordo com as orientações médicas;
Entre os tópicos de classificação estão o órgão que o receptor precisa, o estágio de gravidade da doença e o tipo sanguíneo, entre outras especificações técnicas;
A compatibilidade genética também é importante na decisão de quem receberá o órgão;
Outro fator fundamental é a localização porque é preciso levar em conta o tempo de isquemia, que é o tempo de duração do órgão fora do corpo;
O tempo de isquemia, inclusive, determina que se um carro ou avião será usado para o transplante, com custos arcados pelo SUS;
Além das particularidades, entre os fatores de desempate estão a gravidade da doença e crianças, que são prioridade.
*Informações do Ministério da Saúde e da Abto
Fonte: O Tempo








