O fechamento recente de um popular clube de tiro em Tijucas, no litoral norte de Santa Catarina, ilustra as consequências tangíveis de um novo decreto sobre armas assinado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No mês passado, o governo brasileiro restringiu a posse e porte de armas no país, com impactos significativos para clubes de tiro, colecionadores, atiradores esportivos e caçadores.
Durante uma ‘live’ nas redes sociais, Lula foi enfático ao dizer que o local adequado para a prática de tiro é nas organizações policiais, e não na sociedade brasileira em geral. “Eu, sinceramente, não acho que um empresário que tem um lugar para praticar tiro é um empresário. Eu, sinceramente, não acho”, disse o presidente, expressando seu desejo de encerrar a maioria dos clubes de tiro privados, mantendo apenas aqueles associados às forças policiais ou militares.
Em resposta ao decreto, o clube de tiro de Tijucas emitiu uma nota aos clientes informando a suspensão das atividades, embora tenha prometido trabalhar nos bastidores para garantir a entrega de equipamentos adquiridos.
Segundo Aloisio Harle, presidente da Associação de Caça e Tiro Esportivo Brusquense, os clubes de tiro sempre foram fiscalizados com rigor e nenhum em Santa Catarina opera de forma irregular. Ele ressalta que os clubes atendem todas as fiscalizações com bons olhos, já que traz mais clareza e organização para os eventos.
Apesar das críticas, Lula argumenta que o acesso às armas deve ser restrito e questionando a necessidade de um cidadão possuir uma arma 9 milímetros. O presidente afirmou que as medidas não são um prelúdio para uma revolução, mas sim um esforço para fortalecer a democracia.
As implicações do decreto estão sendo sentidas em todo o país, mas é em comunidades como Tijucas onde os impactos estão mais visíveis. O fechamento do clube de tiro representa não apenas uma perda de um espaço comunitário, mas também um golpe para o setor local de emprego e investimentos.
Fonte: Jornal A Razão








