Um crime planejado para parecer um acidente de trânsito terminou com a prisão de dois homens em Santa Catarina. A Polícia Civil concluiu que uma jovem de 24 anos foi vítima de feminicídio e que o ex-companheiro, com a ajuda do próprio pai, tentou ocultar o assassinato jogando o carro da vítima em um rio para simular um acidente.
A vítima, identificada pelas iniciais D.E.B.D., foi encontrada dentro do veículo submerso no Rio Barra Grande, no município de São Carlos. Inicialmente, o caso foi tratado como um possível acidente de trânsito, mas a investigação revelou uma dinâmica completamente diferente.
De acordo com a Polícia Civil, a jovem foi morta por asfixia dentro da própria residência, em Xaxim. As investigações apontam que o principal suspeito não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente 12 anos e estava inconformado com o fato de a ex-companheira ter iniciado um novo relacionamento.
No momento do crime, os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, estavam na casa.
Crime foi planejado para ocultar o feminicídio
Após matar a vítima, o ex-companheiro teria colocado o corpo no automóvel e seguido até São Carlos com o auxílio do pai. No local, a dupla lançou o veículo de uma ponte para dentro do Rio Barra Grande, tentando criar a falsa impressão de que a mulher havia sofrido um acidente.
A tentativa de despistar a investigação continuou mesmo após o desaparecimento da vítima. Conforme a polícia, o suspeito compareceu à delegacia para registrar um boletim de ocorrência, alegando que a ex-companheira havia desaparecido e levantando a hipótese de um acidente ou até mesmo de suicídio.
Perícia desmontou versão apresentada
A versão começou a ser desmentida após os laudos periciais indicarem que os ferimentos apresentados pela vítima e a causa da morte não eram compatíveis com um acidente automobilístico.
Durante a investigação, os policiais também descobriram que, após o homicídio, o suspeito utilizou o celular da vítima para enviar mensagens ao atual namorado dela, fingindo que ela ainda estava viva. Nas conversas, relatava supostos problemas mecânicos no veículo durante um deslocamento, numa tentativa de fortalecer a versão de um acidente.
Prisões e investigação continuam
O ex-companheiro e o pai dele foram presos e confessaram participação no crime. Ambos responderão pelas condutas apuradas no inquérito.
Apesar das prisões e das confissões, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Novas provas ainda serão analisadas, incluindo o conteúdo obtido por meio da quebra do sigilo telefônico dos investigados, com o objetivo de esclarecer completamente a dinâmica do feminicídio e a participação de cada envolvido.








