Um dos mais fortes terremotos registrados nos últimos anos na América do Sul provocou destruição em várias regiões da Venezuela na noite desta quarta-feira (24) e teve reflexos em território brasileiro. Os tremores, que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5, foram sentidos por moradores de estados da Região Norte, incluindo Roraima, Amazonas, Pará e Amapá, gerando apreensão e levando à evacuação preventiva de edifícios em algumas cidades.
O fenômeno ocorreu no norte da Venezuela, próximo à região costeira de Morón, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. De acordo com informações divulgadas por órgãos internacionais de monitoramento sísmico, os dois fortes abalos aconteceram em um intervalo inferior a um minuto, seguidos por diversas réplicas ao longo da noite.
Cenário de destruição na Venezuela
As imagens que circulam nas redes sociais e em agências internacionais mostram um cenário de destruição em Caracas e em outras cidades afetadas. Edifícios desabaram parcial ou totalmente, ruas ficaram cobertas por escombros e equipes de emergência trabalham intensamente na busca por sobreviventes.
Autoridades locais confirmaram danos estruturais significativos em diversos bairros da capital venezuelana. Em Chacao, uma das áreas mais afetadas de Caracas, equipes de resgate retiraram dezenas de pessoas com vida dos escombros nas primeiras horas após o desastre.

Mais de 500 agentes de emergência foram mobilizados para atuar nas operações de busca e salvamento. O fornecimento de energia elétrica e gás precisou ser interrompido em várias localidades por questões de segurança, enquanto hospitais passaram a operar em regime de emergência.
Até o fechamento desta reportagem, o governo venezuelano ainda não havia divulgado um balanço oficial consolidado de mortos e feridos. Especialistas internacionais, entretanto, alertam para a possibilidade de um elevado número de vítimas devido à intensidade dos tremores e à densidade populacional das áreas atingidas.
Tremores foram sentidos no Brasil
Embora o epicentro estivesse localizado fora do território brasileiro, moradores de diversos municípios do Norte do país relataram ter percebido oscilações em prédios e residências.
Em cidades como Manaus, Belém, Macapá, Santarém, Barcelos e Iranduba, moradores descreveram sensação de balanço, vibração de móveis, lustres e objetos domésticos. Em alguns casos, a movimentação durou vários minutos.
Em Belém e Macapá, edifícios foram evacuados preventivamente após relatos de tremores. Apesar do susto, não há registros de feridos, desabamentos ou danos estruturais relacionados ao fenômeno em território brasileiro.
Órgãos de Defesa Civil monitoraram a situação durante toda a noite e reforçaram que não houve necessidade de acionamento de protocolos de emergência em larga escala.
Especialistas explicam alcance do fenômeno
Segundo especialistas em sismologia, terremotos de grande magnitude e profundidade relativamente rasa podem ser sentidos a centenas ou até milhares de quilômetros de distância do epicentro.
A localização do evento, em uma região de intensa atividade tectônica, contribuiu para que as ondas sísmicas se propagassem por uma vasta área da América do Sul e do Caribe.
A Venezuela está situada em uma zona de contato entre a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana, uma área conhecida pela ocorrência periódica de abalos sísmicos. Embora grandes terremotos não sejam frequentes, o país possui histórico de eventos destrutivos relacionados a essa movimentação geológica.

Alerta para possíveis réplicas
Autoridades venezuelanas mantêm o alerta para a possibilidade de novas réplicas nos próximos dias. Especialistas explicam que terremotos dessa magnitude costumam ser seguidos por uma sequência de tremores secundários, alguns deles capazes de causar novos danos em estruturas já comprometidas.
O governo da Venezuela orientou a população a evitar edificações que apresentem rachaduras ou sinais de instabilidade e seguir as recomendações das equipes de emergência.
Enquanto as operações de resgate continuam, a comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da situação no país, considerado o epicentro de uma das mais graves tragédias sísmicas registradas na região nos últimos anos.









