A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou, durante fiscalização nesta sexta-feira (13), um caminhão-baú transportando alimentos junto a produtos perigosos na BR-101, em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. A situação representava infração sanitária e também risco ambiental.
Durante a abordagem, os policiais encontraram pó para preparo de bebida láctea armazenado no mesmo compartimento que produtos químicos, como impermeabilizantes, líquidos inflamáveis e substâncias corrosivas. A mistura de cargas incompatíveis viola normas de segurança sanitária e de transporte.
Diante da irregularidade, a Vigilância Sanitária de Tubarão foi acionada e compareceu ao local para avaliar a situação. A empresa responsável pelo transporte foi autuada por descumprir as normas sanitárias. Os alimentos tiveram de ser retirados do caminhão e transferidos para outro veículo adequado.
A ocorrência foi registrada durante uma operação especial de fiscalização voltada ao transporte de produtos perigosos. A ação começou na última segunda-feira e foi encerrada nesta sexta-feira, também na BR-101.

Além da PRF, a fiscalização contou com a participação de diversos órgãos, entre eles agentes da Defesa Civil, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da Fazenda Estadual, da Polícia Militar Ambiental, da Vigilância Sanitária municipal e do Conselho Regional de Química (CRQ).
Ao longo da semana, 223 veículos de carga foram abordados pelos agentes. Durante as fiscalizações, foram registradas 130 irregularidades relacionadas à legislação específica para transporte de produtos perigosos. Também foram constatadas 229 infrações com base no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Segundo a PRF, o transporte inadequado desse tipo de carga pode provocar acidentes graves. Substâncias como explosivos, gases, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais oxidantes, tóxicos, infectantes, radioativos ou corrosivos apresentam alto potencial de risco.
Em caso de acidente, as consequências podem afetar não apenas as pessoas envolvidas diretamente, mas também o meio ambiente, devido à possibilidade de contaminação tóxica. O motorista também fica exposto a riscos elevados, especialmente quando não possui treinamento específico sobre os procedimentos de segurança para cada tipo de substância ou não dispõe dos equipamentos de proteção individual obrigatórios.









