Maringá (PR) – Um motorista embriagado provocou mais um episódio de risco nas rodovias do Paraná ao colidir com uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto os policiais atendiam outro acidente. A imprudência poderia ter causado uma tragédia ainda maior.
Na madrugada desta segunda-feira (9), por volta das 3h10, uma caminhonete invadiu a área isolada de um acidente na BR-376, em Maringá, percorrendo cerca de 100 metros dentro do perímetro sinalizado com cones e viaturas da PRF e do Corpo de Bombeiros. O veículo quase atingiu os policiais que trabalhavam na sinalização e colidiu na traseira de uma viatura da PRF com os dispositivos luminosos ligados.
Motorista preso em flagrante
Submetido ao teste do etilômetro, o motorista apresentou 0,78 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, bem acima do limite legal. Ele foi preso em flagrante pelo crime de embriaguez ao volante e encaminhado à Polícia Civil de Maringá. A caminhonete foi recolhida ao pátio.
O atendimento no local ocorria devido a outro acidente registrado por volta das 2h, quando um motorista de 43 anos colidiu com uma capivara, perdeu o controle do veículo e capotou. O homem morreu no local e um adolescente de 17 anos, passageiro, foi hospitalizado com lesões.

Embriaguez ao volante continua sendo um problema
Os números da PRF mostram que dirigir embriagado segue como uma infração frequente nas rodovias federais do Paraná. Em 2024, 4.696 motoristas foram autuados, média de 13 flagrantes por dia. Em 2025, foram 4.485 autuações, cerca de 12 por dia. Até 28 de fevereiro de 2026, 819 motoristas já foram autuados, média de 14 flagrantes diários.
Em relação às prisões, 308 motoristas foram detidos em 2024, 293 em 2025 e 34 até agora em 2026. A PRF também registrou casos de motoristas dirigindo sob efeito de drogas: 7 em 2024 e 17 em 2025, sem registros até o momento em 2026.
Dirigir alcoolizado é uma infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da carteira. Se o índice no bafômetro for igual ou superior a 0,34 mg/l, o motorista comete crime, com pena de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de obter habilitação.








