Na manhã desta terça-feira (03/03), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Aruana com o objetivo de desarticular uma rede interestadual suspeita de atuar no tráfico de animais silvestres. A ação ocorre em apoio à 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville e conta com a atuação conjunta da Polícia Militar Ambiental.

Ao todo, foram cumpridos 65 mandados judiciais, 45 de busca e apreensão e 20 de prisão, contra 39 investigados por crimes contra a fauna silvestre, falsidade ideológica e participação em organização criminosa. As ordens foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e são executadas simultaneamente em municípios de cinco estados.
Em Santa Catarina, as diligências ocorrem em Balneário Camboriú, Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó.
Nos demais estados, os mandados são cumpridos nas seguintes cidades:
- Bahia: Lauro de Freitas;
- São Paulo: Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba;
- Paraná: Curitiba;
- Rio Grande do Sul: Pelotas e Glorinha.

O foco da operação é apreender materiais ligados ao tráfico de animais, à falsificação de documentos e à estrutura da organização criminosa investigada. As equipes buscam reunir provas que confirmem a materialidade dos delitos, identificar os responsáveis e verificar possíveis situações de flagrante envolvendo fauna silvestre.
Os animais eventualmente resgatados durante o cumprimento dos mandados receberão atendimento e proteção imediata. A estrutura da operação conta ainda com dois médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que permanecem de plantão para orientar as equipes quanto ao manejo adequado dos animais.
Todo o material apreendido considerado relevante para a investigação será encaminhado à Polícia Científica, responsável pelos exames periciais e pela emissão dos laudos técnicos. As evidências serão analisadas pelo GAECO/MPSC para aprofundar as linhas investigativas, identificar outros possíveis envolvidos e mapear a atuação da eventual rede criminosa.
As investigações tramitam sob sigilo. De acordo com o Ministério Público, novas informações poderão ser divulgadas assim que houver a publicidade dos autos.

O nome da operação
O nome “Aruana” foi escolhido por sua relação direta com o propósito da ação. De origem tupi-guarani, o termo significa “sentinela da natureza”, evocando a ideia de vigilância e proteção permanente do meio ambiente. Derivado de “a’ruã”, que remete à garça, o nome faz alusão às aves que habitam áreas alagadas e lagos — símbolos da fauna ameaçada pelo comércio ilegal.
Assim, “Aruana” sintetiza o espírito da operação: atuar como guardiã da biodiversidade e enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a vida silvestre.
Sobre o GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por membros da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. O grupo tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC








