O que deveria ser um fim de semana de descanso no litoral norte de Santa Catarina terminou em revolta, medo e frustração. Um turista de Curitiba, consultor jurídico, que está em férias com a esposa em Barra Velha, teve a caminhonete Hillux, placas BDO0H20, furtada na noite de domingo (26), na região central da cidade, um crime que, segundo ele próprio ouviu da Polícia Militar, já se tornou “rotina”.
O casal chegou à cidade na quinta-feira, 22, e pretendia retornar apenas na próxima quarta, 28, aproveitando dias de descanso, hospedagem, refeições e consumo no comércio local. No entanto, a viagem foi interrompida de forma abrupta.
Câmeras de vigilância da avenida confirmaram o furto às 22h13.
“A sensação é de total insegurança. A gente trabalha o ano inteiro, vem para Santa Catarina para descansar, gastar dinheiro aqui, movimentar a cidade, e passa por isso”, desabafa o turista.

“É moda furtar caminhonete em Santa Catarina”
Durante o registro do boletim de ocorrência, o casal afirma ter ouvido algo ainda mais alarmante: de que furtos de caminhonetes acontecem praticamente todos os dias em Barra Velha e região, e que os veículos costumam ser levados para desmanche ou atravessados para países vizinhos.
“A própria Polícia Militar disse que é comum. Isso é absurdo. Parece que não existe inteligência suficiente para identificar e prender uma quadrilha que age livremente”, critica.
Segundo ele, o problema não é apenas o prejuízo material, já que o veículo possui seguro, mas a imagem de Santa Catarina como destino turístico seguro, que fica profundamente abalada.
Golpistas entram em ação minutos após divulgação
Pouco depois de a esposa da vítima divulgar o furto em grupos de WhatsApp da cidade, golpistas entraram em contato exigindo R$ 20 mil para devolver a caminhonete.
O número (021)-96525-3454, está registrado com algo semelhante a “recuperar caminhonete”, o que levanta a suspeita de uma quadrilha especializada, pronta para agir assim que o crime é divulgado.

Os criminosos enviaram mensagens, áudios em visualização única e até fotos da caminhonete supostamente escondida em uma área de mato. Antes de serem apagadas, algumas imagens foram recuperadas. Em uma das mensagens, afirmam que “não mexeram no módulo”, “não quebraram nada” e tentam convencer a vítima a negociar.
Em determinado momento, o consultor jurídico tentou ao menos recuperar documentos pessoais que estavam no veículo, mas ouviu do golpista que “não tinha como chegar na ideia dos guri”.
Tudo indica um golpe, prática já conhecida pelas forças de segurança.

A reportagem do portal danimeller.com procurou o comando da Polícia Militar de Barra Velha para comentar o caso e as críticas feitas pela vítima. A PM preferiu não se pronunciar oficialmente, mas informou que:
“Está à disposição para receber o cidadão caso ele tenha alguma reclamação a fazer a respeito do atendimento recebido.”
Enquanto isso, o casal precisou acionar outro veículo da família, vindo de Curitiba, para conseguir retornar para casa.
“Não estou preocupado com a caminhonete. Seguro resolve. O que me revolta é a impunidade, a falta de resposta e o risco que isso representa para quem vem visitar a cidade”, finaliza.
Alerta a moradores e turistas
O caso serve de alerta não apenas para turistas, mas também para moradores: divulgar furtos em redes sociais pode atrair golpistas, além de expor ainda mais as vítimas.
Qualquer informação do paradeiro da camionete, o cidadão de bem pode entrar em contato com o 190 da Polícia Militar ou com 191 da Polícia Rodoviária Federal.








