João Pessoa (PB), 30 de novembro de 2025 — Um jovem de 19 anos morreu na manhã deste domingo, 30, após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como “Bica”, em João Pessoa. A tragédia aconteceu depois que o rapaz escalou estruturas de segurança, ultrapassou grades e desceu por uma árvore diretamente dentro da área onde o animal estava.
O ataque
De acordo com a administração do zoológico e autoridades policiais, a leoa reagiu de imediato ao perceber a presença do intruso. O jovem, identificado pelo apelido “Vaqueirinho”, foi atacado logo após entrar no recinto e morreu ainda no local.
Após o ataque, tratadores conseguiram conduzir a leoa para uma área segura sem uso de tranquilizantes, o que demonstra, segundo veterinários, que o animal estava assustado, mas responsivo.

Quem era a vítima
A vítima tinha 19 anos e possuía diversas passagens pela polícia. Segundo relatos preliminares, ele enfrentava problemas psicológicos. A principal linha de investigação é a de que a invasão foi intencional, já que o jovem ultrapassou várias barreiras estruturais que impedem o acesso do público ao recinto.
A leoa e seu histórico
A leoa nasceu no próprio Parque da Bica em 2006 e era considerada de comportamento estável. Nunca havia registrado ataques ou episódios de agressividade fora do contexto de proteção de território.
Desde a morte de seus companheiros de recinto, ela vivia sozinha — algo comum em zoológicos quando outros animais morrem ou são transferidos.
A direção do parque afirmou que não há hipótese de sacrificar o animal, e que ela será acompanhada de perto pela equipe técnica.

Sobre o zoológico
O Parque Zoobotânico Arruda Câmara é uma das instituições ambientais mais tradicionais da Paraíba. A administração afirma seguir normas rígidas de contenção e manejo, e que o recinto dos felinos possui várias camadas de segurança.
Mesmo assim, a tragédia gerou discussões sobre a altura das barreiras e a vigilância geral do parque.
Investigações
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. A área do ataque foi isolada para perícia, e o parque permaneceu fechado durante a remoção do corpo e os primeiros levantamentos.
A prefeitura também determinou revisão completa dos protocolos de segurança.
Repercussão
O caso comoveu visitantes e moradores da cidade. Especialistas lembram que a leoa agiu conforme seu instinto natural e que ataques desse tipo só ocorrem quando há invasão direta do território do animal.
Em nota, o Parque Zoobotânico informou que o animal receberá os cuidados necessários e, em nenhum momento, foi considerada a hipótese de eutanásia.
“É importante reforçar que em nenhum momento foi considerada a possibilidade de eutanásia. A Leona está saudável, não apresenta comportamento agressivo fora do contexto do ocorrido e não será sacrificada. O protocolo em situações como essa prevê exatamente o que está sendo feito: monitoramento, avaliação comportamental e cuidados especializados”, informou o Zoo.

Confira nota na íntegra
“A Leona, a leoa do Parque Arruda Câmara, está bem e continuará recebendo todos os cuidados necessários. Após o incidente, ela foi imediatamente avaliada pela equipe técnica e segue em observação e acompanhamento contínuo, já que passou por um nível elevado de estresse.
É importante reforçar que em nenhum momento foi considerada a possibilidade de eutanásia. A Leona está saudável, não apresenta comportamento agressivo fora do contexto do ocorrido e não será sacrificada. O protocolo em situações como essa prevê exatamente o que está sendo feito: monitoramento, avaliação comportamental e cuidados especializados.
A equipe da Bica, médicos veterinários, tratadores e técnicos está dedicada integralmente ao bem-estar da Leona, garantindo que ela fique bem, se estabilize emocionalmente e retome sua rotina com segurança.”








