O Vaticano publicou nesta semana uma nota oficial reafirmando que o casamento deve ser monogâmico e permanente. Segundo o documento, “um cônjuge é suficiente” e práticas como poligamia e poliamor não são compatíveis com os ensinamentos da Igreja Católica.
O texto, aprovado pelo Papa Leão XIV, destaca que o casamento é uma união exclusiva entre duas pessoas, baseada na reciprocidade, na fidelidade e no compromisso vitalício. O Vaticano critica explicitamente relações poliamorosas e casamentos múltiplos, afirmando que elas se baseiam na ilusão de que o amor pode ser dividido entre várias pessoas.
A medida surge em meio a debates globais sobre formas alternativas de relacionamento. A Igreja afirma que a decisão busca orientar os fiéis, principalmente em regiões onde a poligamia é comum, como algumas partes da África, e também diante do crescimento de relações poliamorosas em países ocidentais.
Segundo o Vaticano, o casamento não é apenas um contrato social, mas um sacramento que exige exclusividade. “A monogamia não é uma limitação, mas a possibilidade de um amor que se abre ao eterno”, afirma o documento. A nota não trata de uniões entre pessoas do mesmo sexo nem do divórcio, mantendo as orientações tradicionais da Igreja sobre indissolubilidade do casamento.
A declaração reforça a visão tradicional da Igreja Católica sobre o matrimônio: uma união de duas pessoas que se comprometem integralmente uma com a outra, com fidelidade e para toda a vida.









