Balneário Camboriú, SC – A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú, em conjunto com a 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (RS) e a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação que desarticulou uma associação criminosa responsável pela manipulação ilegal de sistemas informatizados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Vicente Soares, coordenador da DIC, os alvos da operação tiveram envolvimento direto em crimes de invasão de dispositivos informáticos e fraudes digitais complexas.
O esquema criminoso
As investigações apontaram que o grupo manipulava sistemas nacionais estratégicos, como o SISBAJUD, RENAJUD e BNMP, utilizados pela Justiça para bloqueios financeiros, restrições de veículos e gestão de custódia. Entre as práticas criminosas identificadas estavam:
- Emissão fraudulenta de contramandados de prisão;
- Desbloqueio ilegal de contas judiciais;
- Remoção de restrições judiciais de veículos;
- Alteração de dados cadastrais junto à Receita Federal;
- Uso indevido de credenciais de autoridades e servidores públicos.
Essa etapa da operação é desdobramento de uma ação inicial da DIC, realizada em 5 de junho de 2025, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra outro integrante do grupo, responsável por remover restrições no RENAJUD e recrutar clientes para o esquema.
Conforme as investigações, o preso em Canoas era responsável pelo “reset” fraudulento de senhas do sistema gov.br, permitindo o acesso ilegal às plataformas. Já o investigado detido no Rio de Janeiro atuava como especialista técnico, acessando sistemas judiciais e administrativos com credenciais de magistrados obtidas por fraudes digitais, descriptografando certificados digitais, burlando autenticação em duas etapas e garantindo acessos ilegais ao RENAJUD.
Próximos passos
A Polícia Civil informa que a investigação entra agora em sua fase final, com análise do material apreendido e posterior envio do inquérito ao Poder Judiciário.
A população pode colaborar com denúncias, que podem ser feitas pelo telefone 181 ou via WhatsApp pelo número (48) 98844-0011, com total sigilo garantido.








