A auriculoterapia, uma das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2012, tem se tornado um importante aliado no cuidado com a saúde em São João do Itaperiú.
A técnica, que utiliza pontos específicos da orelha para tratar desequilíbrios físicos e emocionais, vem sendo aplicada na Unidade Central do município e tem apresentado resultados positivos em diversos pacientes.
Segundo a enfermeira Nanci David, profissional da Estratégia Saúde da Família, a procura pelo tratamento vem crescendo. “Hoje atendo cerca de seis pacientes, sendo três deles de forma contínua, com excelentes resultados em casos de dor crônica, ansiedade e até mesmo em tratamentos dermatológicos, como a psoríase”, explicou.
Além de Nanci, outras profissionais também aplicam o método na rede pública de saúde de São João do Itaperiú, como a enfermeira Isa Hermann e a fisioterapeuta Tatiane dos Santos. O agendamento pode ser feito diretamente nas recepções da Unidade Central ou da Policlínica, sem necessidade de encaminhamento médico.

Tratamento acessível e eficaz
A auriculoterapia integra o conjunto de terapias alternativas reconhecidas pelo Ministério da Saúde e oferecidas gratuitamente pelo SUS. A prática consiste na estimulação de pontos específicos na orelha, utilizando pequenas sementes, cristais ou agulhas, com o objetivo de reequilibrar o organismo.
De acordo com Nanci, o tratamento é indicado para doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, artroses e dores musculares, além de auxiliar em casos de ansiedade, insônia e estresse. “O objetivo é complementar o tratamento convencional, reduzindo o uso de medicamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, ressaltou.
A técnica tem origem na medicina tradicional chinesa, mas também possui uma vertente neurofisiológica francesa, ambas focadas no equilíbrio energético e no estímulo dos pontos reflexos ligados aos órgãos e sistemas do corpo humano.

Mitos e verdades sobre a auriculoterapia
Apesar dos resultados positivos, ainda há resistência de parte da população, especialmente entre os idosos, em iniciar o tratamento. “Muitos ainda não conhecem e têm receio por acharem que o procedimento dói. Mas a aplicação é simples, e a orelha pode apenas ficar um pouco sensível nos primeiros dias, o que logo passa”, explicou a enfermeira.
Outro mito comum é acreditar que a auriculoterapia substitui totalmente o uso de medicamentos. Na verdade, trata-se de uma terapia complementar, que atua em conjunto com o acompanhamento médico e demais tratamentos.
Há ainda pacientes que relatam melhora imediata em casos específicos. “Em algumas situações, utilizamos uma técnica chamada ‘sangria’, que retira pequenas gotas de sangue de um ponto chamado ápice da orelha, proporcionando alívio quase instantâneo da dor”, contou Nanci.
Reconhecimento e incentivo
Para a secretária de Saúde, Sabrina Silveira, a ampliação das práticas integrativas no município reflete o compromisso da gestão em oferecer um cuidado mais humano e abrangente.
“A auriculoterapia é uma prática acessível, segura e com resultados comprovados. Temos orgulho de oferecer esse tipo de atendimento pelo SUS, pois ele mostra que é possível cuidar da saúde de forma integral, olhando não apenas para a doença, mas para o bem-estar completo do paciente”, destacou a secretária.
Sabrina ainda reforça a importância da informação e do incentivo da comunidade: “Queremos que mais pessoas conheçam e se beneficiem dessa técnica. Nosso papel é desmistificar e aproximar a população de tratamentos que realmente melhoram a qualidade de vida”, completou.
Como agendar o atendimento
Os pacientes interessados em experimentar o tratamento de auriculoterapia podem procurar:
• Unidade Central de Saúde de São João do Itaperiú, com a enfermeira Nanci David; ou
• Policlínica Municipal, com a enfermeira Isa e a fisioterapeuta Tatiane dos Santos.
O agendamento é gratuito e pode ser feito diretamente na recepção de cada unidade.








