Fortaleza, 27 de outubro de 2025
Um professor da Escola Estadual de Tempo Integral Governador Luiz Gonzaga da Fonseca Mota, localizada no bairro Coaçu, em Fortaleza, foi flagrado por alunos praticando um ato obsceno durante uma aula. O episódio foi gravado pelos próprios estudantes e o vídeo passou a circular entre pais e na imprensa local, provocando forte repercussão. A data da gravação não foi confirmada. Veja vídeo.
De acordo com relatos, o docente, que lecionava matemática e atuava sob contrato temporário, foi filmado se masturbando dentro da sala de aula enquanto os alunos estavam presentes. Após a divulgação das imagens, estudantes e responsáveis se mobilizaram em protesto, cobrando providências imediatas da direção da escola e das autoridades competentes.
A Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi acionada e enviou equipes ao local para conter a confusão e garantir a segurança da comunidade escolar. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DCECA), instaurou investigação para apurar o caso.
A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou que o professor foi afastado imediatamente de suas funções e que será demitido após a conclusão do processo administrativo. Em nota, a pasta afirmou repudiar “qualquer tipo de assédio, dentro ou fora do ambiente escolar”, e garantiu que está adotando todas as medidas cabíveis.
A direção da escola comunicou que irá oferecer apoio psicológico e acompanhamento social aos estudantes que presenciaram o episódio. Além disso, a unidade passará por reforço nos protocolos de prevenção e canais de denúncia voltados à proteção dos alunos.
Repercussão e investigação
O caso gerou grande indignação entre pais e alunos, reacendendo o debate sobre a segurança nas escolas e os critérios de contratação de professores temporários. Estudantes afirmaram que já haviam notado comportamentos inadequados do docente antes do flagrante.
O inquérito policial segue em andamento e deverá apurar a conduta do professor sob a tipificação de ato obsceno, conforme o Código Penal Brasileiro. A Seduc também conduz um processo disciplinar interno que poderá resultar em desligamento definitivo e possível proibição de atuação na rede pública de ensino.
Enquanto isso, a comunidade escolar do bairro Coaçu cobra transparência nas apurações e reforço das políticas de proteção para garantir um ambiente seguro aos alunos.








