Joinville (SC) – 27 de outubro de 2025.
Nesta segunda-feira, os delegados Rafaello Ross, Delegado Regional, e Murilo Batalha, titular da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Joinville, concederam entrevista coletiva para apresentar os resultados das investigações que esclareceram o latrocínio que vitimou Edson Nazário, de 56 anos.
Durante a coletiva, a Polícia Civil informou que o crime foi elucidado integralmente, com a identificação dos suspeitos, das circunstâncias e da motivação do roubo seguido de morte.
Elucidação do latrocínio
De acordo com o delegado Murilo Batalha, as investigações apontaram que Maria Rafaela Pereira, de 23 anos, e Natan Luchini Neves, de 28, foram os autores do crime. O casal abordou Edson Nazário em uma área de mata no bairro Aventureiro, onde ele costumava orar nas primeiras horas da manhã.
Ainda segundo a apuração, o casal, que estava no local desde a madrugada, consumindo bebidas alcoólicas e entorpecentes, se incomodou com a presença da vítima. Após o anúncio do assalto, Edson não reagiu, mas teve as mãos e os pés amarrados e acabou sendo morto por asfixia. O casal fugiu levando o telefone e o veículo da vítima, com o qual realizaram uma transferência bancária para uma conta própria.
Os suspeitos foram identificados no mesmo dia, e as diligências conduzidas pela Delegacia de Repressão a Roubos confirmaram a autoria e as circunstâncias do latrocínio.

Relação com o duplo homicídio
Durante o andamento do inquérito, surgiram indícios que ligavam o casal suspeito ao duplo homicídio ocorrido na semana seguinte. Os corpos de Maria Rafaela e Natan foram encontrados na sexta-feira (24), enterrados em cova rasa em uma área de mangue na Rua Divina Providência, no bairro Comasa, zona Norte de Joinville.
As investigações apontaram que os dois foram sequestrados e mortos por integrantes de uma facção criminosa que atua na cidade. Conforme o delegado Rafaello Ross, o casal teria mentido aos membros da organização sobre a origem do veículo roubado de Edson Nazário, afirmando que o carro seria resultado de um golpe contra uma seguradora.
“Na verdade, tratava-se de um veículo proveniente de um latrocínio. Essa mentira, aliada à intensa movimentação policial na região durante as buscas, teria motivado o sequestro e a execução dos dois suspeitos”, explicou o delegado regional.
O casal foi levado de um cativeiro no bairro Iririú até o Comasa, onde, segundo as investigações, foi torturado e morto. Os corpos apresentavam cortes profundos no pescoço e estavam amarrados. Um homem de 56 anos foi preso em flagrante durante as diligências, e a Delegacia de Homicídios continuará apurando a autoria e eventual participação de outros envolvidos no duplo homicídio.
Declaração do delegado Murilo Batalha
No sábado (25), antes da coletiva, o delegado Murilo Batalha confirmou que os corpos encontrados tinham relação com os suspeitos do latrocínio:
“Confirmo que os corpos encontrados possuem relação com os suspeitos do latrocínio. No entanto, todos os detalhes da investigação seriam apresentados oficialmente nesta segunda-feira, durante a coletiva de imprensa”, destacou.
Ele também ressaltou que o inquérito corre sob sigilo e que apenas a equipe responsável possui acesso às informações da investigação.
Continuidade das investigações
A Delegacia de Homicídios de Joinville dará prosseguimento às apurações sobre o duplo homicídio, enquanto a DRR/DIC finaliza os trâmites conclusivos do inquérito referente ao latrocínio que vitimou Edson Nazário.
De acordo com o delegado regional Rafaello Ross, a rápida elucidação do caso reforça o comprometimento da Polícia Civil de Santa Catarina com a segurança pública:
“Em poucos dias, conseguimos esclarecer completamente um crime grave, identificar os autores e entender as circunstâncias que levaram ao desfecho trágico. Seguiremos trabalhando para apurar todas as responsabilidades e garantir que os envolvidos sejam responsabilizados”, afirmou.
Relembre o caso
Edson Nazário, motorista de aplicativo e morador de Joinville, desapareceu no dia 15 de outubro. Seu corpo foi encontrado no dia 20, em uma área de mata no bairro Aventureiro, com mãos e pés amarrados, caracterizando um roubo seguido de morte.
Natural de Salto do Lontra (PR), Edson era pai de três filhos e conhecido pela religiosidade e dedicação ao trabalho.
A coletiva desta segunda-feira foi realizada na Sala de Imprensa da Delegacia Regional de Joinville, localizada na Rua Blumenau, 2103, bairro América, com participação de representantes da 2ª Delegacia Regional de Polícia e da Divisão de Investigação Criminal (DIC).








