Balneário Gaivotas (SC) – A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Civil e com apoio da Brigada Militar, deflagrou nesta sexta-feira (24) a Operação Área 51, que visa desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Entre os locais de cumprimento das ordens judiciais está Balneário Gaivotas, no litoral sul de Santa Catarina, além de cidades no Rio Grande do Sul e Paraná.
A operação, considerada uma das maiores ações integradas recentes no combate ao crime organizado na região Sul, contou com 69 medidas judiciais expedidas pela Justiça Federal, incluindo 23 mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva e nove de prisão temporária. Além disso, foram bloqueadas contas bancárias de 30 pessoas físicas e jurídicas.
A Justiça Estadual também determinou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, ampliando o alcance da ofensiva policial.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso, sediado em Passo Fundo (RS), mantinha uma sofisticada estrutura voltada ao tráfico transnacional de drogas. A quadrilha teria utilizado empresas de fachada e empreendimentos imobiliários para lavar os lucros obtidos com o tráfico, incluindo construções erguidas em área federal no município gaúcho.
Ação em Santa Catarina
Em Balneário Gaivotas (SC), equipes da Polícia Federal e da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a integrantes do grupo. A ação teve como objetivo recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que comprovem a movimentação financeira ilícita e a ligação dos investigados com o esquema de distribuição de drogas.

Origem da investigação
O inquérito teve início após a apreensão de 100 kg de drogas no posto fiscal de Goio-Em, em Nonoai (RS), em 2023. Na ocasião, um caminhão de transportadora foi interceptado com carga oriunda de Cascavel (PR), acompanhada por nota fiscal adulterada. A droga seria destinada ao grupo investigado em Passo Fundo.
Ainda em 2023, uma nova apreensão de 83 kg de cocaína reforçou as suspeitas sobre a atuação da quadrilha, que mantinha conexões interestaduais e internacionais para o transporte e distribuição dos entorpecentes.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que o grupo era comandado por um homem recolhido no Presídio Regional de Passo Fundo, que continuava gerenciando as atividades criminosas de dentro da prisão.
Bloqueio de bens e interdição de imóveis
A Justiça Federal também determinou a interdição de três empreendimentos comerciais construídos em área federal, utilizados para lavagem de dinheiro. Os imóveis serão retomados pela União.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.
Comunicação Social da Polícia Federal em Passo Fundo (RS)








