Lages (SC), 22 de outubro de 2025 – Uma operação conjunta deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Lages, resultou na prisão de quatro suspeitos de envolvimento em um homicídio qualificado ocorrido em agosto deste ano. A ação, realizada na manhã desta quarta-feira (22), também contou com apoio das delegacias de Bom Retiro, Alfredo Wagner e da Polícia Militar de Lages.
As prisões ocorreram nos bairros Jardim Cepar, Guarujá e Bela Vista, após o cumprimento de oito ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Os presos são investigados pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O crime
O homicídio que motivou a investigação ocorreu no dia 11 de agosto de 2025, nas margens da BR-116, no bairro Boqueirão, em Lages. De acordo com a polícia, a vítima foi alvo de diversos disparos de arma de fogo. Em seguida, os autores atearam fogo no veículo e no corpo da vítima, em um crime com características de execução e queima de provas.
A brutalidade do crime chocou a comunidade e mobilizou a equipe de investigação da DIC, que passou a trabalhar com hipóteses de envolvimento de organização criminosa atuante na região.
A operação
A ofensiva policial desta quarta-feira teve como foco os principais suspeitos já identificados ao longo dos dois meses de investigação. Durante a operação, foram cumpridos mandados em diferentes bairros da cidade, culminando na detenção de quatro indivíduos. Após a prisão, os investigados foram conduzidos à sede da DIC, onde foram interrogados, e posteriormente encaminhados ao Presídio Regional de Lages, onde permanecem à disposição da Justiça.
Investigação em andamento
Segundo informações preliminares apuradas pela reportagem, as autoridades seguem investigando a possível participação de outros envolvidos, bem como o grau de articulação entre os suspeitos e organizações criminosas locais. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos, nem maiores detalhes sobre a vítima, por se tratar de um processo ainda em sigilo investigativo.
Fontes ligadas à segurança pública indicam que este é mais um caso que reflete o crescimento da violência organizada na Serra Catarinense. Em 2025, Lages registrou outros crimes com características semelhantes, o que vem exigindo respostas rápidas das forças de segurança estaduais.
Repercussão
Até o momento, autoridades municipais não se pronunciaram oficialmente sobre a operação. A expectativa é que a Polícia Civil conceda uma entrevista coletiva nos próximos dias para detalhar os desdobramentos do caso e possíveis novas fases da investigação.








