Porto Alegre (RS) – A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (19/08) a segunda fase da Operação Elísios, que investiga o assalto cinematográfico a uma aeronave pagadora no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul (RS), ocorrido em junho de 2024. A ação criminosa resultou no roubo de R$ 14 milhões em espécie, de um total de R$ 30 milhões que estavam sendo transportados pela aeronave.
Durante a segunda fase da operação, 21 investigados foram presos e 22 pessoas foram indiciadas por diversos crimes, entre eles:
- Latrocínio (roubo seguido de morte)
- Falsificação de símbolo da República
- Explosão
- Falsidade ideológica
- Adulteração veicular
- Usurpação de função pública
- Posse de arma de fogo de uso restrito
- Lavagem de dinheiro
- Organização criminosa armada
Com o novo relatório final, o número total de indiciados chega a 39, somando-se aos 17 já revelados na primeira fase da investigação.
A operação
O ataque ocorreu durante o pouso da aeronave que transportava valores sob custódia de uma empresa de segurança privada. O grupo criminoso, composto por indivíduos fortemente armados, iniciou disparos contra os vigilantes, conseguindo interceptar e roubar parte do carregamento. O ataque foi executado com uso de armamento pesado, veículos clonados e disfarces, em uma ação rápida e coordenada que durou poucos minutos, mas deixou marcas profundas na segurança aeroportuária da região.
Avanços da investigação
Na primeira fase da Operação Elísios, deflagrada ainda em 2024, a PF conseguiu identificar os primeiros membros da quadrilha, responsáveis pela logística do assalto, planejamento e fornecimento de armamentos e veículos clonados. Agora, com a conclusão da segunda fase, a corporação avança sobre os envolvidos diretamente na execução e na posterior ocultação dos valores roubados.
A operação contou com o apoio de outras forças de segurança e foi marcada por ações simultâneas em diversos estados, apreensão de armas, veículos, equipamentos de comunicação, documentos falsificados e valores em espécie.
Nome da operação
A escolha do nome “Elísios” faz referência aos Campos Elísios da mitologia grega, local onde repousavam os heróis após a morte. A denominação sugere o grau de audácia e organização dos criminosos, que chegaram a assumir funções de agentes públicos falsos e simularam ações de segurança para despistar as autoridades.
Segurança em aeroportos em debate
O caso reacendeu o debate sobre segurança em aeroportos regionais e a necessidade de revisão de protocolos de transporte de valores. Após o crime, a Polícia Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciaram tratativas para reforçar o controle e a proteção em pousos de aeronaves pagadoras em áreas sensíveis.
A Polícia Federal segue com investigações em andamento, e outras fases da operação não estão descartadas.








