Itajaí (SC) – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na manhã desta segunda-feira (18) cerca de 3.900 maços de cigarros contrabandeados do Paraguai durante uma fiscalização de rotina na BR-101, em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina. A carga ilícita estava na bagagem de um passageiro de um ônibus que fazia a linha entre Joinville e Florianópolis.
Os agentes desconfiaram do conteúdo das malas ao perceberem algo incomum durante a inspeção. Ao revistarem os volumes, encontraram os milhares de maços de cigarro, todos de origem estrangeira e sem documentação legal. O passageiro assumiu que foi contratado para transportar os produtos até a capital catarinense, agindo como um “laranja” — termo usado para quem serve como intermediário em atividades criminosas.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da Polícia Federal de Itajaí, onde deverá responder pelo crime de contrabando, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão. Já os cigarros foram levados para o depósito da Receita Federal na cidade.
Risco à saúde pública
Além do impacto econômico e da ligação com o crime organizado, o cigarro contrabandeado representa um sério risco à saúde. Por serem produzidos sem controle sanitário, esses produtos costumam conter níveis elevados de substâncias tóxicas, como alcatrão e monóxido de carbono, além de impurezas desconhecidas.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cigarros ilegais podem ter até o dobro da concentração de substâncias cancerígenas em comparação com os produtos regulamentados. Eles também são vendidos a preços mais baixos, o que facilita o acesso de jovens e aumenta os índices de tabagismo, uma das principais causas de mortes evitáveis no Brasil.
A apreensão reforça a importância do combate ao contrabando como medida não apenas de segurança e economia, mas também de proteção à saúde pública.








