Nesta quarta-feira (13), a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a operação “Fratres Doli” na cidade de Blumenau, com o objetivo de combater crimes de receptação qualificada e adulteração de sinais identificadores de veículos. A ação foi coordenada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da DEIC, em parceria com a 2ª Delegacia de Polícia de Blumenau, a Polícia Científica e a Secretaria Estadual da Fazenda.
A investigação teve início em agosto de 2024, após fiscalização realizada durante a Operação 311. Na ocasião, foram encontrados diversos componentes de veículos com registro de furto em uma das autopeças pertencentes aos investigados.
Os principais alvos da operação são dois irmãos, empresários do setor de autopeças, proprietários de duas lojas na cidade. Ambos já possuem antecedentes criminais, incluindo prisões e condenações por crimes semelhantes aos que agora voltam a ser apurados.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram peças de ao menos três veículos com numeração suprimida. Segundo o delegado Diego Azevedo, responsável pela operação, a adulteração visava ocultar a origem ilícita das peças, dificultando a identificação por parte das autoridades.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca em endereços ligados aos investigados. A Polícia Científica e a Secretaria da Fazenda atuam na perícia de documentos, mercadorias e equipamentos apreendidos, com o objetivo de aprofundar as análises sobre as possíveis irregularidades.
O nome da operação, fratres doli, tem origem no latim e significa “irmãos da fraude” ou “irmãos do engano” — uma referência direta ao grau de parentesco entre os investigados e à natureza dos crimes investigados.
A Polícia Civil agradeceu ao Desembargador Norival Acácio Engel, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e à promotora Marina Saade Laux, da 9ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, pela rápida análise e deferimento das medidas cautelares solicitadas.
“A atuação integrada das instituições foi fundamental para o sucesso da operação, permitindo interromper práticas criminosas reincidentes que afetam diretamente a segurança do patrimônio dos cidadãos catarinenses”, afirmou o delegado Diego Azevedo.








