Joinville (SC) – A Delegacia de Homicídios (DH) de Joinville deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a operação quadro geral, com o objetivo de desarticular o alto comando de uma organização criminosa que atua na cidade. A ofensiva policial resultou na prisão de oito integrantes do chamado “Quadro Geral”, o núcleo mais elevado da hierarquia da facção.
A investigação, conduzida ao longo de 2024, revelou que os presos eram responsáveis por autorizar e planejar execuções nos chamados “tribunais do crime”. Pelo menos 14 homicídios registrados neste ano teriam sido aprovados por esses membros, segundo a Polícia Civil. Além dos assassinatos, os investigados também responderão por crimes correlatos, como integração de organização criminosa armada.
Estrutura e poder do “quadro geral”
Segundo as investigações, o “Quadro Geral” funciona como um colegiado com funções específicas dentro da facção, incluindo arrecadação de recursos (como o “dízimo” pago por membros), gestão patrimonial, articulação interna, elaboração de relatórios e aplicação de punições. Essas sanções, conhecidas como “disciplinas”, podem atingir desde membros da organização até indivíduos sem ligação direta com o grupo, mas que tenham desrespeitado suas regras.
Dentre os alvos, destaca-se o chamado “geral da cidade”, figura central da facção que há mais de 10 anos liderava o conselho em Joinville. Além disso, alguns dos presos também atuavam como representantes de ministérios, com acesso direto à cúpula fundadora da facção, o que evidencia o grau de influência e periculosidade dos detidos.
Prisões em flagrante e apoio policial
Durante a operação, além dos oito mandados de prisão, foram efetuadas três prisões em flagrante: duas por tentativa de embaraçar a investigação policial, mediante destruição de vestígios, e uma por tráfico de cocaína, totalizando 11 pessoas presas na ação.
A operação mobilizou 60 policiais civis das delegacias especializadas do Departamento de Investigação Criminal (DIC), além do 1º, 2º, 3º, 5º e 6º DPs de Joinville, DPCAMI, DPCo São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva. Policiais penais também auxiliaram na captura dos alvos por meio do monitoramento eletrônico, e a Polícia Científica foi essencial na análise de vestígios digitais.
Coletiva de imprensa
Uma coletiva de imprensa foi realizada na sede da 2ª Delegacia Regional de Polícia (Rua Blumenau, 2103 – América), com o objetivo de apresentar os resultados da operação, detalhes sobre os investigados e os desdobramentos da investigação.
A operação quadro geral representa um avanço significativo no combate ao crime organizado em Santa Catarina, reforçando o compromisso da Polícia Civil em enfraquecer as estruturas que alimentam a violência e a criminalidade na maior cidade do estado.








