Turvo (SC) – A manhã desta sexta-feira (30) foi marcada por uma operação conjunta da Polícia Civil de Santa Catarina e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que cumpriram mandado de busca e apreensão relacionado à possível articulação de um atentado em uma unidade escolar no município de Turvo, no Sul do Estado.
A ação representa a segunda fase da investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca de Turvo, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O trabalho conjunto visa apurar a veracidade de denúncias recebidas sobre a negociação de uma arma de fogo entre adolescentes, com o suposto objetivo de cometer um ataque contra estudantes.
Com autorização do Poder Judiciário, os agentes cumpriram o mandado na residência de um adolescente de 15 anos, localizada na cidade vizinha de Araranguá. No local, foi apreendido o aparelho celular do investigado, que será submetido à perícia técnica para análise de conteúdo e possíveis provas digitais. Nenhum outro item ilícito foi localizado durante a diligência.
Investigação segue em sigilo
O delegado Lucas Fernandes da Rosa, responsável pelo caso, explicou que o procedimento é parte de um inquérito para apuração de ato infracional análogo ao tráfico de armas, considerando a natureza da denúncia e os indícios coletados até o momento.
“Nosso trabalho é preventivo e fundamentado em provas. As instituições envolvidas agiram com base em informações concretas e com o máximo de cautela, visando sempre a segurança da comunidade escolar”, destacou o delegado.
A Polícia Civil informa que a investigação ainda está em andamento e que todas as medidas legais cabíveis serão tomadas. Ao final da apuração, o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que tomarão as providências necessárias conforme determina a legislação.
Prevenção e atuação integrada
Casos como este acendem um alerta sobre a importância da prevenção e da atuação integrada entre instituições de segurança pública, Justiça e comunidade escolar. A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas são fundamentais e podem ser feitas pelos canais oficiais, garantindo sigilo absoluto.
O vídeo com a declaração oficial do delegado Lucas Fernandes está sendo divulgado pelas redes institucionais da Polícia Civil e do Ministério Público, como forma de prestar esclarecimentos à população e manter a transparência das ações.








