Uma rápida ação em conjunto, envolvendo o chefe da Defesa Civil e os Bombeiros Militares e Comunitários de Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina, foi crucial para salvar a vida de uma criança de pouco mais de um ano de vida, vítima de afogamento.
O acidente, segundo o avô da menina, Claudinei Vargas, chefe da Defesa Civil local, ocorreu por volta das 10h de quinta-feira, 19, quando ela escorregou e caiu na piscina. A avó, ao presenciar o acidente, rapidamente pediu socorro e a criança foi resgatada.
“Ela tinha tomado muita água e portanto Iniciei os primeiros socorros ali mesmo, porém, como todos ficaram muito nervosos, desesperados e encima de mim, optei por levá-la até os Bombeiro, perto da nossa casa. No trajeto, pedi a minha enteada que deixasse a cabeça dela abaixo da linha do corpo, pra água sair, até chegarmos na sede dos Bombeiros”, explicou Vargas.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Barra Velha, Capitão Rafael Manoel José, estranhamento um veículo teria adentrado no quartel em alta velocidade, e de dentro saiu a mãe da criança desesperada com a menina inconsciente nos braços.
Imediatamente, a equipe do Corpo de Bombeiros iniciou manobras de reanimação e começou o deslocamento para a unidade hospitalar. Durante o trajeto, os bombeiros perceberam que a criança começou a chorar, sinalizando que havia respondido aos procedimentos. O atendimento foi contínuo, com oxigenoterapia sendo administrada até a chegada ao Pronto Atendimento (PA) de Barra Velha.
O comandante dos Bombeiros de Barra Velha, Capitão Rafael Manoel José, elogiou a ação rápida e eficaz da equipe. “Gostaria de parabenizar nossos Bombeiros Militares e Comunitários pelo excelente atendimento. A rápida ação fez toda a diferença”, afirmou o capitão. Ele ainda destacou que, após atingir o grau 6 de afogamento (parada cardiorrespiratória), as chances de sobrevivência são abaixo de 10%, e a recuperação sem sequelas é extremamente rara. “Essa criança, felizmente, teve uma nova chance”, completou.
A criança, estabilizada no Pronto Atendimento, precisou ser removida para o Hospital em Jaraguá do Sul, e recebeu alta hospitalar nessa sexta-feira, 20, completamente ilesa.
A história, segundo o comandante, serve de alerta para a importância da vigilância constante de crianças em ambientes aquáticos. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) recomenda que, para a segurança dos pequenos, nunca se deve perder de vista a criança quando estiver perto da água, mantendo sempre uma distância segura.
A situação também reforça a importância de se ter profissionais preparados e equipamentos adequados para lidar com emergências desse tipo. A rapidez inicial dos familiares, somado à ação eficiente dos bombeiros, foi essencial para salvar a vida da criança e evitar sequelas permanentes.








