Após a polêmica envolvendo a troca de ônibus para um passeio escolar, ocorrido no último dia 04, numa quarta-feira, e a suspeita de que o motorista, funcionário da prefeitura de Barra Velha, no litoral Norte de Santa Catarina, estava embriagado, o professor Alexandre Amado, da Escola Municipal Professora Maria Tusnelda Bernstorff, se manifestou sobre os acontecimentos.
Em entrevista, o professor explicou que a troca do ônibus fretado foi uma decisão tomada em conjunto com a direção da escola, os alunos e os professores, após a informação de que a Prefeitura de Barra Velha disponibilizaria um veículo da frota municipal.
Segundo ele, o ônibus foi reservado com uma empresa local no valor de R$ 1.500,00. Desse total, um depósito de R$ 450,00 foi feito como garantia/calção. No entanto, cerca de 10 a 15 dias antes do passeio, a opção do transporte público foi confirmada, levando à decisão de cancelar o fretamento.

“Fomos informados que a Prefeitura disponibilizaria um ônibus, e, em comum acordo, decidimos cancelar o ônibus fretado, principalmente por questões de custo, já que estávamos nos preparando para a formatura dos alunos no dia 11/12. Porém, a empresa não devolve o valor da reserva, por isso não houve reembolso”, afirmou o professor.

A situação gerou desconforto entre os pais, que alegaram não ter sido informados sobre a troca do transporte. “Os pais alegaram que não sabiam dessa alteração. Você chegou a comunicar formalmente a troca aos responsáveis? Eles não estavam cientes disso”, questionou a jornalista Daniela Meller, que procurou o professor para esclarecer os fatos.
Amado explicou que a comunicação sobre a mudança foi feita diretamente aos alunos, mas não havia sido enviada uma notificação formal aos pais. “Não lembro de ter comunicado no grupo dos pais, ao menos da minha sala”, afirmou.
Quando questionado sobre a responsabilidade dos professores em informar a alteração, ele afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com os alunos e a direção, sem uma comunicação oficial para os pais.
“Sim, decidimos isso com os alunos, porém, todos os pais foram convocados pessoalmente para falarmos sobre o passeio de forma geral”, admitiu o professor, sem confirmar quando foi essa convocação. “A convocação foi coletiva e depois individual, o ônibus em si não era assunto da conversa nem da dúvida dos pais, até um dia antes teve pais na escola autorizando o filho a ir”, explicou Alexandre.
Em relação à suspeita de embriaguez do motorista, o professor relatou que esse assunto fica reservado à Secretaria de Educação (que já instaurou uma sindicância) e que todos os envolvidos já prestaram relatos do ocorrido.
Ainda não há respostas oficiais sobre o caso envolvendo o motorista, apenas informações ventiladas de que um teste de bafômetro havia sido feito e que teria dado negativo para embriaguez, porém, a investigação continua, enquanto os pais cobram respostas claras sobre o ocorrido e a segurança de seus filhos durante os passeios escolares.








