Se você não tem nenhuma deficiência, os três ícones na imagem acima não fazem diferença. Para quem tem, no entanto, eles representam um avanço na luta pela acessibilidade.
São ícones pequenos: mãos, um rosto de perfil e um olho. Com eles, a pessoa pode ter acesso ao conteúdo escrito nesta matéria em áudio, em Libras e, caso tenha alguma outra limitação visual, pode aumentar a fonte, o tamanho da linha, do espaçamento, pode até mudar o contraste das cores entre outras funcionalidades.
Ou seja, a tecnologia oferece aos cegos, surdos e outros deficientes auditivos, deficientes visuais parciais, idosos, iletrados, disléxicos e outros a possibilidade do entendimento dos textos de forma não tutelada. Disponível desde sexta-feira passada (13), a nova funcionalidade é noticiada agora para coincidir com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado neste sábado (21).
À frente da novidade estão a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) e a Secretaria de Acessibilidade e Inclusão. “A acessibilidade digital é um caminho poderoso para tornar o Judiciário mais acessível e inclusivo”, afirma a servidora Susi Meire Fatima Carvalho, da DTI.
Denominada Rybená, a tecnologia assistiva foi desenvolvida pela empresa de mesmo nome e adquirida pelo TJSC neste segundo semestre de 2024. Foi escolhida após vários testes e por ser utilizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de outros órgãos do Judiciário nacional, configurando mais um passo importante no atendimento à Resolução n. 401, do CNJ.
Ao longo dos anos, vem aumentando o compromisso da Justiça catarinense com a inclusão. Um exemplo é o Programa Integra, coordenado atualmente pela Secretaria de Acessibilidade e Inclusão, que desenvolve ações destinadas a garantir a acessibilidade de colaboradores com deficiência, a partir de condições adequadas para que possam exercer suas atividades laborais.
As atividades são conduzidas por equipe multidisciplinar que promove acolhimento, integração, ambientação e disponibilização de estrutura e recursos para o desenvolvimento da atividade laboral, por meio de ações coordenadas. Atualmente, nos quadros do Judiciário catarinense, há sete magistrados e mais de 120 servidores com deficiência.
Conteúdo: NCI/Assessoria de Imprensa








