Uma ação conjunta realizada entre as Delegacias de Furtos e Roubos de Cargas da Divisão Estadual de Investigação Criminal (DFRC/Deic) da Polícia Civil de Santa Catarina e da PC de Goiás (DECAR-GO), resultou na prisão de um suspeito e na recuperação de 90 toneladas de frango congelado.
A carga, segundo o delegado Osnei Valdir de Oliveira, responsável pela DFRC de Itajaí, havia sido subtraída a no dia 30 do mês passado na cidade de Bela Vista de Goiás/GO, por um grupo criminoso de atuação interestadual.
Ao todo segundo o delegado, foram furtadas nove cargas do produto e a ação criminosa resultou num prejuízo de R$ 1.850.000,00 ao proprietário.
Diante disso a Polícia Civil daquele estado iniciou as investigações e em ação integrada com a Civil Catarinense, conseguiu identificar o modus operandi da quadrilha e a possível localização de parte das cargas obtidas ilicitamente.
Com análise dos dados coletados e vínculos identificados, a equipe de Investigação da DFRC/DEIC, empreendeu diligência no bairro Espinheiros em Itajaí/SC e apreendeu o produto furtado.
A carga foi localizada em um armazém de estocagem. A empresa que estocava os produtos não tinha conhecimento de que se tratava de um produto de origem ilícita.
Durante a ação, além da carga recuperada foi preso em flagrante delito um dos integrantes do grupo criminoso, pela prática dos crimes de receptação qualificada e uso de documento falso, sendo a prisão convertida em Prisão Preventiva após representação da autoridade policial.
GOLPE – Para perpetrar o golpe, um dos integrantes da quadrilha se identificava como representante comercial de grandes redes de supermercados do estado de São Paulo.
Em seguida realizava tratativas para aquisição de grandes quantidades de produtos do gênero alimentício, especialmente carnes bovinas e de frango.
Com a negociação efetivada, as cargas eram coletadas, essa em específica, na empresa vítima, que somente após algumas semanas, na ocasião da liquidação dos boletos gerados, conseguiu identificar o golpe.
Com o não pagamento dos boletos a vítima então entrou em contato com a rede de supermercado “compradora”, ocasião em que foi informada que a compra não foi reconhecida.
Para dar aparência de legalidade à carga subtraída, o grupo providenciava Notas Fiscais fornecidas por empresas ‘noteiras’. Com as notas, as cargas eram transportadas normalmente pelas rodovias federais e estaduais, se esquivando da fiscalização das polícias que atuam de forma ostensiva nas estradas.
A ação, conforme o delegado, também contou com o apoio de Policiais Civis da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Porto União/SC.








