Os vereadores de Barra Velha aprovaram na semana passada a proposta do Executivo Municipal que concede reposição salarial aos servidores da prefeitura no percentual de 4,62%, porém, segundo o vereador Marcelo Nogarolli (MDB), o reajuste é insuficiente e deveria alcançar no mínimo os 5.87%.
Segundo ele, existe servidor ganhando menos de um salário mínimo, que é o caso dos eletricistas: “A reposição salarial deve atender ambas as categorias, todos devem ser respeitados, temos de equilibrar. Mas por que isso tá acontecendo? Porque não existe um projeto que se avalie e contemple de forma macro. Eles vêm em parte, e infelizmente quando se trata de orçamento, nós vereadores só temos a missão é brigar por essa equiparação e votar. Seja qual cargo for, todos precisam ser valorizados”.
O vereador salientou ainda que conversou com o representante do sindicato e também com o executivo. A ideia era tentar elevar o reajuste para os 5.87%, de modo que os 4.62% seriam o da inflação dos 12 meses e o restante (1.25%) atenderia dois meses que sempre ‘foram ficando para trás’.
“Esse déficit sempre existiu, porém, o executivo entendeu de outra forma: paga se os 4.62%, dessa reposição salarial inflacionária e dois meses retroativas (janeiro/fevereiro). Em cálculo feito a grosso modo, do projeto que está aqui nessa casa, ao invés de 1.25%, apenas 0.77% será pago equivalente a essa defasagem”, explicou o Emedebista ao pontuar que o servidor ainda vai ficar 0.48% defasado, encima dessa reposição salarial.
“Conversei com o prefeito [Daniel Cunha], com o secretário de administração, e juntos estamos buscando um meio de mudar o projeto e chegar nos 5.87%. O meu papel enquanto parlamentar municipal é de solicitar e buscar meios para essa mudança, mas é atribuição deles, fazerem valer nossos anseios”, ressaltou Marcelo.
Ainda de acordo com o vereador, o executivo mostrou que muitas outras categorias da administração ainda estão com essa defasagem, sem um ganho real (a não ser com a inflação quanto todos ganham). “Isso é fruto de outros governos. Precisamos mudar essa realidade”.








