Após um gravíssimo acidente ocorrido na manhã dessa segunda-feira, 29, na Serra da Dona Francisca em Santa Catarina, região de Joinville ao Norte do Estado, envolvendo uma carreta carregada de ácido sulfônico, onde a carga acabou caindo e que ainda se espalha muito rapidamente nos afluentes locais, a reportagem do Portal danimeller.com conversou com o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de São João do Itaperiú, Rodrigo Caetano. Ele falou dos risco do produto tóxico aos seres humanos e os danos, “irreparáveis” à natureza.
Caetano que tem uma vasta experiência na área, já tendo atuado nos desastres: do Morro do Baú em Ilhota e em Presidente Getúlio, ambas em Santa Catarina, em Teresópolis no Rio de Janeiro, em Brumadinho, cidade de Minas Gerais e na Serra da BR 376 em Curitiba no Paraná, falou sobre os perigos do produto.
O ácido sulfônico 90%, é um tensoativo aniônico amplamente aplicado para fabricação de detergentes líquidos, pós e pastosos, desengraxantes, multiuso, limpa alumínio e limpadores em geral. Costuma ser o principal ingrediente ativo da formulação.
Eles também são chamados de agentes tensoativos, porque a sua função é diminuir a tensão superficial do produto, permitindo uma maior penetração deste nas fissuras do objeto ou parte do corpo a ser limpa.
Segundo o comandante, “no ser humano a exposição ao ácido pode provocar irritação das vias respiratórias se inalado. Eles ainda são altamente tóxicos para organismos aquáticos, ao meio ambiente e vida a marinha”.
Ainda conforme ele, as equipes dos Bombeiros Voluntários de SJI estão de prontidão para caso de acionamento, porém, neste momento, quem está atuando são as equipes do Voluntários de Joinville e da Polícia Militar Rodoviária da região.
MEDIDAS – “A ideia é tentar utilizar materiais apropriados para evitar que o produto caia no rio Cubatão, que abastece a cidade de Joinville. De que forma? Utilizando-se diques, mantas de contenção, bandejas ou outros dispositivos. Neste sentido, existem kits de derramamentos que podem facilitar as ações de contenção, sendo que o produto derramado deverá ser coberto com o absorvente apropriado”, explicou ele.
Porém Caetano explica que “de qualquer forma, os danos ao meio ambiente, tanto fauna como a flora serão severamente graves, a vida aquática nesta região pode até ser exterminada. Empresas especializadas na contenção, assim como os bombeiros Voluntários já estão iniciando as tratativas para a contenção do ácido”.
“Importante frisar que se o produto chegar ao rio Cubatão a cidade pode ficar desabastecida de água potável até que consigam outro local para capitação”, pontua.
Aqui o acesso completo a ficha técnica do ácido.








