O presidente da Guiana, Irfaan Ali, confirmou a morte de cinco, das sete pessoas a bordo de um helicóptero militar, Bell 402 Army, desaparecido no disputado Essequibo, próximo à fronteira com a Venezuela. Os militares morreram após a queda, registrada distante 48 quilômetros a leste do destino previsto. Outros dois sobreviveram, segundo anunciado pelas Forças Armadas do país.
De acordo com o jornal local News Room, os mortos são o tenente-Coronel Michael Charles, o tenente-Coronel Michael Shahoud, o brigadeiro aposentado, Gary Beaton, o tenente-Coronel, Sean Welcome e o sargento Jason Khan. Os dois sobreviventes são o cabo Dwayne Jackson e o tenente Andio Crawford.

O Exército guianense havia retomado a operação de busca e resgate para localizar a aeronave e os soldados horas antes de confirmar as mortes. A informação foi dada pelo presidente do país em uma publicação no Facebook.
[IN] My heart pains and drowns in sorrow at the tragic loss of some of our finest men in uniform. The scale of this loss to the families, our country, the GDF and to me personally is immeasurable.
[PT] “Meu coração dói e se afoga em tristeza pela trágica perda de alguns de nossos melhores homens uniformizados. A escala desta perda para as famílias, para o nosso país, para o GDF e para mim pessoalmente é imensurável”, expressou o Presidente em publicação.

Helicóptero perdido
Ainda conforme o jornal, quem pilotava o helicóptero era o tenente-Coronel Charles, que tinha mais de 40 anos de experiência. Já a equipe estava em missão próximo à fronteira com a Venezuela e sob o comando do Coronel Shahoud, Comandante do 1º Batalhão de Infantaria.
A aeronave estaria sobre montanhas e floresta densa, onde teria perdido o sinal à 30 milhas da fronteira na tarde dessa quarta (06). Após o ocorrido, o chefe do Estado-Maior do GDF, brigadeiro Omar Khan, informou que o helicóptero emitiu sinal de emergência, mas que isso sugeriria um pouso forçado ou apenas aviso da tripulação.
O Exército, então, iniciou operação busca e resgate na região, mas o mau tempo impediu a realização. Com o acesso ao local somente por volta das 14h desta quinta-feira, às 17h, o presidente da Guiana anunciou a morte dos cinco militares.
Uma unidade especial do Exército chegou ao local do acidente ainda na quinta-feira por volta das 14h30 (horário local) e conseguiu resgatar os corpos dos passageiros que estavam dentro do aparelho, certificando que apenas duas pessoas estavam vivas.
“A próxima fase da operação inclui a extração da área, seguida do início da investigação do incidente. As Forças de Defesa da Guiana fornecerão mais informações quando necessário”, afirmou o Exército em comunicado.
O helicóptero militar foi dado como desaparecido – com quatro passageiros e três tripulantes a bordo – na quarta-feira no disputado Essequibo, território que Caracas reivindica como seu, quando se dirigia da base de Ayanganna para Arau.
As autoridades da Guiana alertaram anteriormente que a operação de busca e salvamento foi complicada devido às condições meteorológicas “adversas” na área.
O Exército Brasileiro intensificou a presença de militares e armamento na fronteira do Brasil com a Venezuela em Pacaraima, cidade brasileira que faz fronteira com o país vizinho. A medida ocorre diante da tensão política entre Guiana e Venezuela na disputa pela região de Essequibo.
O reforço de tropas e meios de emprego militar também ocorre em Boa Vista, capital de Roraima.
A Venezuela aprovou no último domingo (3) a proposta do governo para criar um novo estado em Essequibo, região que engloba 70% do território da Guiana e é disputado pelos dois países. A região é rica em petróleo e é alvo de disputa histórica.
Fonte: Gazeta Brasil








