O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, foi às redes sociais agradecer e celebrar a sua indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciada nesta segunda-feira (27), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na publicação, Dino afirma que a partir de agora irá buscar apoio de senadores e senadoras à sua indicação, que precisa ser aprovada pela Casa legislativa.
“O presidente Lula me honra imensamente com a indicação para ministro do STF. Agradeço mais essa prova de reconhecimento profissional e confiança na minha dedicação à nossa Nação. Doravante irei dialogar em busca do honroso apoio dos colegas senadores e senadoras. Sou grato pelas orações e pelas manifestações de carinho e solidariedade”, escreveu Dino.
Além de Dino, Lula também confirmou a escolha de Paulo Gonet para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). As vagas no STF e na PGR estão abertas desde setembro, quando a agora ex-ministra Rosa Weber se aposentou da Corte e terminou o mandato de Augusto Aras à frente da Procuradoria. Gonet é vice-procurador-geral eleitoral do Ministério Público Federal.
Lula anunciou os dois nomes depois de conversas com os indicados e outros auxiliares no Palácio da Alvorada na manhã desta segunda. O anúncio, que demorou cerca de dois meses para ocorrer, foi feito também antes de o presidente embarcar para Riade, capital da Arábia Saudita, em viagem que também incluirá Doha (Catar), Dubai (nos Emirados Árabes, onde será realizada a Conferência do Clima) e Berlim (Alemanha).
ABAIXO-ASSINADO – O partido Novo lançou nesta segunda-feira, 27, um abaixo-assinado on-line contra a indicação do ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, para a vaga aberta do Supremo Tribunal Federal (STF), deixada pela ministra Rosa Weber, que se aposentou.
A campanha foi ao ar pouco depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmar a indicação, no começo da tarde.
Dino será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em uma sessão a ser marcada entre os dias 12 e 15 de dezembro, segundo confirmou o presidente da Casa e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Em comunicado, o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, afirmou que a indicação era a “pior possível” e disse que o ministro era “omisso” diante da crise na segurança pública no país.
Ribeiro também ressaltou que o indicado por Lula ao STF é autoritário, “vive de bravatas” e “constantemente desrespeita o Congresso Nacional, que não responde e não atende as convocações para esclarecimentos”.
Ele também destacou que Dino “abriu as portas do Ministério da Justiça para ONGs [organizações não governamentais] ligadas ao crime organizado fazerem lobby livremente”.
Dino agrava polarização do STF
No abaixo-assinado, o Novo também afirmou que Dino “agrava ainda mais” a situação de politização do STF. O partido ressaltou que o STF “abusa do seu poder e extrapola suas competências”.
“Como podemos ter um país justo quando a Corte mais alta já deixou claro que defende um lado”, indagou. Para a legenda, o ministro é “acima de tudo, um político de esquerda”.
“O STF não é lugar para políticos”, declarou.
Partido Novo
No abaixo-assinado, o partido Novo ressaltou que a indicação de Flávio Dino ao STF Dino “agrava ainda mais” a situação de politização do STF e que o Supremo não é lugar para políticos.
A legenda lembrou que Lula indicou e conseguiu aprovar o próprio advogado ao STF, Cristiano Zanin no primeiro semestre.
“Não podemos aceitar que o aparelhamento das nossas instituições continue”, acrescentou.
O ministro Flávio Dino teve o nome indicado por Lula depois de quase dois meses da aposentadoria de Rosa Weber e já era cotado para ocupar a vaga.
A indicação ocorreu depois de o Senado aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os poderes do STF, como as decisões monocráticas.
Porém, a indicação seria uma forma de Lula agradar aos ministros e tentar reduzir o desgaste que o voto favorável à PEC do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), fez na relação entre o Executivo e o Judiciário.
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