A Delegacia de Polícia Civil de Brusque, no Vale do Itajaí em Santa Catarina, confirmou que o quarto homem suspeito de assassinar Douglas Daniel Miranda Negrão, encontrado morto na comunidade Águas Negras, em Botuverá, foi morto após confronto com a polícia paraense.
Segundo a Polícia Civil de Brusque, o suspeito morreu durante uma troca de tiros com as polícias civil e militar do Pará, em 29 de agosto. O fato só foi descoberto agora pois o envolvido estava usando nome falso e atendia pela alcunha de “Urso”.
Policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, haviam levantado informações de que o investigado estava em Joinville, o último paradeiro até então conhecido após a data da localização do cadáver de Douglas.
Posteriormente, informações repassadas aos policiais de Brusque, indicavam que o envolvido tinha se mudado para o estado do Pará e os investigadores conseguiram chegar ao local onde o indivíduo morava, próximo da cidade de Pacajá, na região central do estado paraense.

Ao cumprir mandados no local determinado como a moradia do suspeito, a Polícia Civil do Pará confrontou os dados e descobriu que o mesmo suspeito já estava morto há algumas semanas.
Conforme a Polícia Civil do Pará, o suspeito disparou com uma pistola contra os policiais, que agiram em legítima defesa e alvejaram o envolvido. O homem foi resgatado, mas morreu em um hospital.
O envolvido tinha ainda relação com o tráfico de drogas, segundo as autoridades. Policiais Civis do Pará apreenderam na casa dele, em outro momento, 32 tabletes de maconha e demais apetrechos ligados ao preparo da droga para venda, além de um revólver.
Além de ter antecedentes no Pará, o suspeito tinha passagens policiais em Santa Catarina e era alvo de investigações da DIC de Brusque, por suspeita de participação em organização criminosa, tentativa de homicídio, porte de arma de fogo, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

CRIME – Laudos apontaram que a morte de Douglas se deu por disparo de arma de fogo e o cadáver foi encontrado no dia 20 de abril, em estado avançado de decomposição. A identificação só foi confirmada pelas autoridades quase um mês depois.
Segundo a polícia, três suspeitos de matar Douglas já estavam presos, mas a presença de um quarto envolvido no assassinato ainda era levada em conta pelos investigadores. Na quarta-feira, 18, a Polícia Civil concluiu que houve de fato a participação deste quarto envolvido.








